Cidades

Suspeito de matar veterinário em Belém diz que vítima fingiu ser mulher em aplicativo de relacionamentos

Segundo a defesa do suspeito, homem acreditava que encontraria uma mulher e crime teria ocorrido após um desentendimento

Por Elielson Almeida
28/08/2026 às 07:41 • 2 min

Defesa de Márcio Renato afirma que ele acreditava que encontraria uma mulher ao chegar à casa da vítima. (Foto: reprodução)

O homem apontado como suspeito de matar o professor e médico veterinário Paulo Paiva, em Belém, foi preso na tarde desta quarta-feira (26), no bairro do Guamá. Márcio Renato Silva de Sousa Junior era procurado desde o início de julho, após ser registrado por câmeras de segurança deixando a residência da vítima, na Rua Bujaru, no bairro da Marambaia.

Após a prisão, Márcio prestou depoimento à Polícia Civil nesta quinta-feira (27) e, segundo as informações divulgadas sobre o caso, confessou a autoria do crime. À defesa, ele afirmou que acreditava que encontraria uma mulher após marcar um encontro por meio de um aplicativo de relacionamento.

De acordo com os advogados, o perfil utilizado no aplicativo tinha a fotografia de uma mulher. Ao chegar à residência, porém, Márcio teria descoberto que a pessoa com quem havia marcado o encontro era um homem. A defesa afirma que houve um desentendimento entre os dois e sustenta que o crime não teria sido planejado.

Ainda segundo os advogados, Márcio teria ido ao endereço com a intenção de se relacionar e não para cometer um homicídio.

Relembre o caso

Paulo Paiva, de aproximadamente 52 anos, foi encontrado morto no dia 5 de julho, dentro da própria residência, na Rua Bujaru, no bairro da Marambaia, em Belém.

As investigações apontaram que o médico veterinário morava sozinho e costumava receber amigos e parceiros durante a noite. Após o crime, imagens de câmeras de segurança registraram um homem deixando o imóvel durante a madrugada. Na época, ele passou a ser considerado o principal suspeito e era procurado pela Polícia Civil.

Com a prisão de Márcio, a investigação segue para esclarecer as circunstâncias da morte. Ele permanece à disposição da Justiça.

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