Eleições 2026

Renan Santos defende saída do Brasil de tratado nuclear e diz que país deve ter armas atômicas

Candidato do Missão à Presidência da República afirmou, durante sabatina na Globo, que o país precisaria desenvolver capacidade nuclear militar para ampliar sua soberania e influência internacional

Por Lucas Neves
26/08/2026 às 22:23 • 3 min
Renan Santos, candidato à presidência do Brasil em sabatina na Globo

Reprodução/TV Globo

O candidato à Presidência da República pelo Missão, Renan Santos, defendeu nesta quarta-feira (26) que o Brasil deixe o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP) e, no futuro, passe a desenvolver armas nucleares. A declaração foi dada durante a sabatina promovida pela TV Globo, conduzida pelos jornalistas Renata Vasconcellos e César Tralli.

Questionado por Renata sobre a proposta de retirar o país do tratado, Renan respondeu que isso deveria ocorrer “no momento certo”. A jornalista lembrou que a Coreia do Norte é o único país a ter abandonado formalmente o acordo.

Ao justificar sua posição, o candidato afirmou que, apesar de considerar o regime norte-coreano opressivo, a capacidade nuclear teria aumentado o peso do país no cenário internacional.

“A Coreia do Norte, por mais que seja um regime que eu considero opressivo e que eu não respeite, pelo menos ele é respeitado internacionalmente. É uma forma de defender a sua própria soberania”, declarou.

Renan argumentou ainda que o Brasil precisaria ampliar sua capacidade militar para deixar de ocupar, segundo ele, uma posição secundária entre as nações.

“Se a gente quiser ser o eterno Zé Carioca no mundo (…), aceitamos nossa posição submissa. Agora, se a gente quiser ser uma nação séria e respeitada nos próximos 30 anos, nós precisamos ter armas nucleares”, afirmou.

O candidato reconheceu que a produção de um armamento desse tipo não seria viável no curto prazo, mas defendeu que a possibilidade seja considerada dentro de um projeto estratégico de longo prazo para o país.

Declarações repercutem nas redes sociais

O momento em que Renan foi questionado sobre o TNP e citou a Coreia do Norte ganhou repercussão nas redes sociais após a transmissão da entrevista.

A proposta, no entanto, esbarra nas regras atualmente previstas para o programa nuclear brasileiro. A Constituição Federal determina que as atividades nucleares no país tenham fins pacíficos, enquanto o Brasil também integra o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares.

A Coreia do Norte anunciou sua retirada do tratado em 2003 e, posteriormente, realizou testes nucleares. O país é considerado o único Estado a ter deixado formalmente o acordo.

A entrevista de Renan integra a série de sabatinas da TV Globo com os candidatos à Presidência nas eleições de 2026. A conversa desta quarta-feira foi realizada nos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro.

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