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“Ele nunca iria me deixar sair de lá”, relata jovem resgatada após cinco dias desaparecida em Goiás

Emiliane Tamara afirmou que está em casa, ainda se recupera dos ferimentos e agradeceu a mobilização que levou ao resgate

Por Daniel Vinagre
22/08/2026 às 13:03 • 2 min

Foto: reprodução/ redes sociais

Emiliane Tamara Nunes Carvalho, de 24 anos, resgatada após passar cinco dias em cativeiro em Águas Lindas de Goiás, se pronunciou na manhã deste sábado (22) e afirmou que seguirá buscando Justiça pelas violências que relata ter sofrido. A jovem deixou o hospital e está em casa, mas disse que ainda apresenta ferimentos e problemas na visão.

“Não estou mais no hospital, gente, estou em casa, estou me recuperando. […] Eu estou muito ferida ainda”, afirmou Emiliane em vídeo publicado nas redes sociais.

A jovem agradeceu às pessoas que participaram das buscas durante os dias em que esteve desaparecida. Segundo ela, a mobilização de familiares, amigos, moradores e outras pessoas foi fundamental para que pudesse ser encontrada.

“Se não fossem os esforços da minha família, do meu bairro, da minha cidade, eu não estaria aqui para contar a história”, disse.

Emiliane afirmou que o resgate representa apenas o começo da busca pela responsabilização do ex-companheiro.

“Esse é só o início e eu peço a ajuda e o apoio de todos vocês para continuarem segurando a minha mão, para que a gente possa vencer essa batalha, para que a gente possa manter essa pessoa onde ela está, para que ele não possa machucar mais nenhuma mulher”, declarou.

Durante o pronunciamento, a jovem mostrou ferimentos no rosto e relatou ter sofrido agressões graves enquanto esteve em cativeiro. Ela também ressaltou que estava separada do ex-companheiro desde dezembro de 2025. A jovem ainda afirmou que o ex teria se desfeito do iPhone dela para impedir o rastreamento do aparelho. Segundo Emiliane, ela perdeu o acesso ao número principal do WhatsApp e está utilizando temporariamente outro celular.

Emiliane havia foi encontrada ontem, sexta-feira (21), amordaçada e presa por cordas, algemas e corrente dentro de uma casa. O ex-companheiro foi preso. As circunstâncias e as violências relatadas pela jovem são investigadas pela Polícia Civil.

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