Brasil

Petrobras confirma descoberta de petróleo em águas profundas na Margem Equatorial no litoral do Amapá

Presidente da estatal, Magda Chambriard, afirmou que a jazida garante a segurança e a soberania energética do país; estimativa do volume total de produção deve sair nos próximos 20 dias

Por Estado do Pará Online
18/08/2026 às 12:50 • 3 min

Foto: divulgação

A Petrobras anunciou a presença de petróleo em áreas de águas profundas na bacia da Margem Equatorial, localizada no litoral do Amapá. O achado foi comemorado pela cúpula da estatal e por representantes do Governo Federal como um passo estratégico para a recomposição das reservas nacionais e para a garantia da segurança energética do Brasil nas próximas décadas.

A confirmação ocorre dias após a companhia ter identificado a presença de hidrocarbonetos na mesma área exploratória. O poço descoberto fica localizado a cerca de 175 quilômetros da costa amapaense, em uma lâmina d’água com profundidade de quase 2,9 mil metros.

“Essa primeira descoberta na costa do Amapá é resultado da dedicação e da competência da Petrobras, que está comprometida com a recomposição das reservas de petróleo e com a segurança energética do país. Se tudo der certo, a gente tem o condão de produzir numa área que pode ajudar de maneira muito importante o Brasil”, declarou a presidente da Petrobras, Magda Chambriard.

Visita de comitiva e soberania energética

Acompanhando o anúncio, uma comitiva do Governo Federal, liderada pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, realizou uma visita técnica ao navio-sonda que opera na área. O ministro destacou que o aproveitamento sustentável das riquezas da Margem Equatorial é compatível com a transição energética do país.

“O Brasil dá um passo importante para garantir sua soberania energética. Que a gente possa se orgulhar de ter 90% da nossa energia elétrica limpa e renovável e 50% da matriz geral. Nenhum brasileiro pode abrir mão da sua soberania e das suas riquezas naturais para combater a miséria e a fome e promover o desenvolvimento”, pontuou Silveira.

Segundo a Petrobras, ainda não é possível mensurar com precisão o volume total de óleo recuperável nem o potencial produtivo da nova jazida. A expectativa da equipe técnica é concluir os trabalhos de perfuração e testes de vazão no local no prazo de 15 a 20 dias.

Declínio do pré-sal e potencial da nova fronteira

A perfuração do bloco na costa amapaense insere-se na estratégia nacional de abertura de novas fronteiras petrolíferas. Atualmente, cerca de 80% do petróleo extraído no país vem da camada pré-sal, cuja produção deve atingir o topo de maturação por volta de 2035, exigindo a identificação de novos reservatórios para evitar a dependência externa de combustível a longo prazo.

A Petrobras é a operadora exclusiva do bloco, detendo 100% de participação na concessão — adquirida originalmente durante a 11ª Rodada de Licitações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), realizada em 2013. Além do poço atual, o planejamento exploratório da estatal prevê a perfuração de outros três alvos no mesmo bloco e o mapeamento de mais cinco poços localizados em áreas adjacentes na calha da Margem Equatorial.

Sétimo maior produtor mundial de petróleo, o Brasil projeta o hidrocarboneto como o principal item de sua pauta de exportações globais neste ano.

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