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PF prende suspeito de golpe que causou prejuízo de R$ 37 milhões a idosa de 70 anos

Homem é apontado como dono de instituição financeira usada em esquema de investimentos falsos que pode ter movimentado até R$ 50 milhões

Por Lucas Neves
14/08/2026 às 22:46 • 2 min
maço de dinheiro, notas de 100

Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Uma investigação sobre um sofisticado esquema de fraudes envolvendo falsas plataformas de investimento terminou com a prisão de um suspeito nesta sexta-feira (14), no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro. Segundo a Polícia Federal, ele teria participação no golpe que deixou uma mulher de 70 anos com um prejuízo superior a R$ 37 milhões.

A prisão faz parte da Operação Criptoabate, realizada pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul. A ação foi iniciada na quinta-feira (13) para desarticular a organização criminosa responsável pelo esquema. Conforme as autoridades, o grupo pode ter causado prejuízos que chegam a R$ 50 milhões.

O suspeito preso pela PF é natural de Presidente Prudente (SP) e atualmente mora em Balneário Camboriú (SC). Ele é investigado por ser proprietário de uma instituição financeira que, de acordo com as apurações, teria ligação com a estrutura utilizada pelos criminosos.

Como funcionava o golpe

O grupo recorria a uma modalidade conhecida como “pig butchering”, expressão em inglês que pode ser traduzida como “abate de porcos”. Nesse tipo de fraude, os criminosos primeiro estabelecem uma relação de confiança com as vítimas antes de convencê-las a entregar grandes quantias de dinheiro.

Segundo a investigação, os suspeitos utilizavam uma espécie de mentoria financeira para conquistar a confiança dos alvos. Depois, apresentavam plataformas falsas de investimento e prometiam rendimentos elevados para estimular novos aportes.

A vítima de 70 anos teria sido convencida a realizar sucessivos investimentos até acumular um prejuízo de mais de R$ 37 milhões.

O homem preso nesta sexta-feira deverá responder pelos crimes de estelionato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. As investigações continuam para identificar outros integrantes e dimensionar a participação de cada um no esquema.

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