Cidades

Desemprego cai para 5,4% no 2º trimestre no Brasil; Pará registra taxa de 6,2%, aponta IBGE

Dados da Pnad Contínua mostram que 11 estados ficaram abaixo da média nacional; contingente de pessoas no desemprego de longa duração atingiu o menor patamar da série histórica

Por Daniel Vinagre
14/08/2026 às 11:24 • 4 min

A taxa de desemprego no Brasil fechou o segundo trimestre de 2026 em 5,4%, registrando um recuo em relação aos 6,1% observados no primeiro trimestre do ano. Dos 27 estados e Distrito Federal, 11 encerraram o período com taxas de desocupação inferiores à média nacional e, em cinco deles, o indicador permaneceu abaixo dos 3%.

Os dados foram divulgados na manhã desta sexta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua. No Pará, a taxa de desocupação ficou em 6,2%, figurando acima da média nacional, mas mantendo patamar intermediário na Região Norte.

Desempenho por Estado e disparidades regionais

A desocupação caiu em 13 unidades da federação no comparativo entre o primeiro e o segundo trimestre de 2026, enquanto nas demais localidades o cenário manteve-se estável. Santa Catarina registrou a menor taxa do país (2,1%), enquanto o Amapá apresentou o maior índice (9,8%).

Segundo o analista do IBGE, William Kratochwill, a diferença entre os índices estaduais é impulsionada por fatores como nível de industrialização, dinâmicas econômicas regionais e grau de instrução da população.

“Santa Catarina e a região Sul como um todo apresentam níveis muito mais fortes que os estados do Norte e Nordeste” , destacou o pesquisador.

Ranking do desemprego no 2º trimestre de 2026:

  • Santa Catarina: 2,1%
  • Mato Grosso: 2,2%
  • Espírito Santo: 2,3%
  • Rondônia: 2,6%
  • Mato Grosso do Sul: 2,7%
  • Paraná: 3,1%
  • Minas Gerais: 3,8%
  • Goiás: 4,0%
  • Tocantins: 4,1%
  • Rio Grande do Sul: 4,2%
  • Roraima: 5,0%
  • Média Nacional (Brasil): 5,4%
  • Paraíba: 5,4%
  • São Paulo: 5,4%
  • Rio Grande do Norte: 5,6%
  • Maranhão: 6,0%
  • Pará: 6,2%
  • Distrito Federal: 6,5%
  • Acre: 6,6%
  • Ceará: 6,6%
  • Rio de Janeiro: 7,1%
  • Amazonas: 7,5%
  • Alagoas: 7,9%
  • Sergipe: 7,9%
  • Piauí: 8,3%
  • Pernambuco: 8,3%
  • Bahia: 9,1%
  • Amapá: 9,8%

Os 13 estados que apresentaram redução estatística na taxa de desemprego foram: Rio Grande do Norte (-1,9 p.p.), Acre (-1,6 p.p.), Paraíba (-1,6 p.p.), Tocantins (-1,5 p.p.), Alagoas (-1,3 p.p.), Minas Gerais (-1,2 p.p.), Mato Grosso do Sul (-1,1 p.p.), Goiás (-1,0 p.p.), Rondônia (-1,0 p.p.), Mato Grosso (-0,9 p.p.), Espírito Santo (-0,9 p.p.), Maranhão (-0,9 p.p.) e Santa Catarina (-0,6 p.p.).

Menor nível de desemprego de longa duração na série histórica

A Pnad Contínua revelou ainda que cerca de 1,06 milhão de pessoas estavam no chamado desemprego longo — situação em que o trabalhador procura oportunidade há dois anos ou mais. Este é o menor contingente registrado em toda a série histórica da pesquisa, iniciada em 2012 pelo IBGE. O resultado representa uma queda de 15,6% em comparação com o mesmo trimestre de 2025.

Desigualdades de gênero e cor/raça

Apesar do recuo na média geral, os dados do segundo trimestre expõem a persistência de disparidades estruturais no mercado de trabalho brasileiro:

  • Por sexo: A taxa de desocupação masculina ficou em 4,6% (abaixo da média nacional), enquanto a das mulheres alcançou 6,4% (acima da média).
  • Por cor ou raça: A taxa para pessoas brancas ficou em 4,2%. Já a desocupação entre pretos ficou em 6,9% e entre pardos atingiu 6,1%.

Pelas diretrizes do Estatuto da Igualdade Racial, a população negra é formada pela soma autodeclarada de pretos e pardos.

Sobre a pesquisa

A Pnad Contínua do IBGE monitora trimestralmente o mercado de trabalho da população com 14 anos ou mais, englobando empregados com ou sem carteira assinada, trabalhadores autônomos, temporários e empregadores. Pela metodologia oficial, são consideradas desocupadas apenas as pessoas que realizaram busca efetiva por trabalho nos 30 dias anteriores à coleta. A amostra abrange 211 mil domicílios pesquisados em todo o território nacional.

Com informações Agência Brasil*

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