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Júnior Rocha cobra elenco e deixa recado sobre “barcas” no Paysandu

Técnico fez apelo ao elenco após a virada sobre o Confiança e cobrou mais cuidados fora de campo na reta final da Série C

Por Kaio Rodrigues
13/08/2026 às 18:18 • 4 min
Júnior Rocha sobre sair do Paysandu: "Só se me mandarem embora"

Foto: Jorge Luís Totti/ Paysandu

A virada por 2 a 1 sobre o Confiança, na última rodada da Série C, deixou o Paysandu mais perto da classificação, mas também revelou uma cobrança de Júnior Rocha que vai além do desempenho dentro de campo. No vestiário, após a partida, o treinador fez um apelo para que os jogadores redobrem os cuidados durante os próximos 45 dias, período decisivo para o futuro do clube na competição.

Se cuidem um mês e meio. Eu estou falando pra vocês um mês e meio. 45 minutos dormindo melhor, se alimentando melhor, descansando para treinar melhor, para render melhor“, destacou o técnico.

Na sequência, Rocha pediu que os atletas também pensem no próprio futuro financeiro. “Põe dois meses na conta de vocês para ganhar dinheiro, fazer uma reserva de emergência, guardar, investir e fazer aposentadoria de vocês. Vai valer a pena“, completou.

A cobrança acontece em um momento no qual o treinador já enfrentou problemas disciplinares dentro do elenco. O zagueiro Castro foi afastado duas vezes. Na primeira, acabou reintegrado, mas uma nova ocorrência fez com que o clube decidisse pelo afastamento definitivo do jogador.

Embora Rocha não tenha citado nomes ou apontado diretamente para novos casos de indisciplina, a fala indica que ainda existem comportamentos fora do campo que preocupam a comissão técnica. O próprio treinador menciona que o problema foi reduzido, mas ainda não desapareceu.

Nós diminuímos muito o problema (extracampo), mas ainda tem, pior que ainda tem. Vocês acreditam? Faz um favor para nós, para nós o Paysandu, se cuida um mês e meio. Estamos insistindo até agora pros caras se cuidarem. Dois ou três (jogadores ainda estão dando problema. Um (jogador), às vezes.

Antes do jogo, cobrança por intensidade

Diante da expectativa de um estádio cheio, o treinador pediu que os jogadores repetissem aquilo que vinha sendo trabalhado nos treinamentos, sem mudanças de comportamento.

Hoje teremos de 10 a 15 mil pessoas e foram vocês que conquistaram isso, desde o primeiro dia, com muita raça, com muito tesão, com muita organização, com muita força, muita intensidade“, afirmou.

O técnico também reforçou a necessidade de manter a identidade da equipe: “Nós vamos entrar em campo sem inventar nada. Circular a bola como a gente sempre circulou, achar os espaços que a gente sempre criou, finalizar como a gente sempre finalizou, se defender como a gente sempre se defendeu. Vamos firme e forte“.

O discurso ganhou ainda mais peso depois da partida. O Paysandu foi para o intervalo em desvantagem, mas conseguiu novamente reagir diante da torcida. Para Rocha, a capacidade de manter a organização e a intensidade foi determinante para a virada.

Não desistir nunca! Não desorganizar, não largar. Perdeu, organiza de novo e vamos de novo, e vamos vamos, vamos!”, disse o treinador, que destacou também o desgaste do adversário diante do ritmo imposto pelo Papão.

Reta final exige concentração

Com 26 pontos e na quarta colocação, o Paysandu entra nas três últimas rodadas da primeira fase dentro da zona de classificação. A diferença para o nono colocado, a Ferroviária, é de apenas dois pontos.

E é contra a própria Locomotiva que o Papão joga na próxima segunda-feira (17), às 20h, na Fonte Luminosa, em Araraquara. Depois, ainda restarão mais duas rodadas para definir os oito classificados ao quadrangular final.

Em uma tabela tão apertada, cada detalhe pode fazer diferença. Por isso, o pedido de Júnior Rocha não ficou restrito à preparação tática: o treinador quer que o elenco trate os próximos 45 dias como uma espécie de reta final de concentração, dentro e fora de campo, para que o Paysandu chegue inteiro à disputa pelo acesso.

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