Cidades

Sesma amplia orientações após moradores usarem Canal do Tucunduba para banho

Ação de saúde foi realizada no entorno do canal, na Terra Firme, após registros de adultos e crianças usando a água contaminada como área de lazer

Por Estado do Pará Online
03/08/2026 às 11:42 • 2 min

Foto: Sesmas/ Reprodução

A Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma) intensificou as ações de orientação e vigilância no entorno do Canal do Tucunduba, no bairro da Terra Firme, após identificar moradores utilizando o local para banho durante os períodos de calor.

Reportagem da TVC Pará mostrou os moradores do bairro do Guamá tomando banho no rio.

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Segundo a secretaria, a água do canal recebe esgoto doméstico e outros resíduos, o que aumenta o risco de doenças de transmissão hídrica. Equipes do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde foram até a comunidade para alertar a população sobre os perigos do contato com a água contaminada. Entre as doenças associadas à exposição estão leptospirose, hepatite A, doenças diarreicas, infecções de pele, infecções oculares e esquistossomose, conhecida como barriga d’água.

Sintomas podem demorar a aparecer

A coordenadora técnica do Programa Municipal de Controle da Esquistossomose, Joelma Barbosa, explicou que a doença pode causar dor abdominal, coceira na pele, febre e aumento do abdômen em casos mais avançados.

“A esquistossomose pode causar dor abdominal, coceira na pele, febre e, nos casos mais avançados, aumento do abdômen. Quando diagnosticada precocemente, tem tratamento. Mas, se evoluir para a fase crônica, pode causar complicações graves e até levar à morte”, afirmou.

Segundo a coordenadora, os sintomas não aparecem necessariamente logo após o contato com a água. Dependendo da doença, o período de incubação pode variar de alguns dias a cerca de dois meses. A Sesma informou que realizou 308 exames em julho, com quatro resultados positivos para esquistossomose. A secretaria ressaltou que os casos não estão necessariamente relacionados aos banhos recentes no canal.

A orientação é evitar qualquer contato com a água do canal e procurar uma Unidade Básica de Saúde em caso de febre, vômito, diarreia, icterícia ou dores musculares após a exposição. A Sesma informou que continuará monitorando a situação epidemiológica e realizando ações educativas na área.

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