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Executivo explica entraves que dificultam reforços no Remo

Executivo Luiz Vagner Vivian admite dificuldade para contratar, diz que clube já fez até oito propostas e confirma procura por lateral-esquerdo e atacante

Por Kaio Rodrigues
29/07/2026 às 17:02 • 5 min
Executivo do Remo admite dificuldades para reforçar o elenco

Samara Miranda / Remo

O Clube do Remo segue ativo no mercado em busca de reforços para a sequência da Série A do Campeonato Brasileiro. Em entrevista coletiva, o executivo de futebol Luís Vagner Vivian revelou que o clube ainda procura um lateral-esquerdo e um atacante de velocidade, mas admitiu que a realidade da janela de transferências tem dificultado as negociações.

Segundo o dirigente, o Leão já formalizou entre seis e oito propostas por atletas que se encaixam no perfil desejado pela comissão técnica. No entanto, fatores financeiros e a situação do clube na tabela têm impedido o fechamento dos negócios.

“O mercado ainda está muito difícil. Já tentamos e ofertamos formalmente entre seis a oito propostas por jogadores que entendemos estarem no nível que precisamos. Porém, não conseguimos fechar porque, às vezes, o clube pede um valor acima da realidade que o Remo pode fazer conscientemente hoje. Em outras situações, o próprio atleta olha para a situação do Remo na tabela e fica receoso de fazer esse movimento. Muitos preferem permanecer como reserva em outro clube da Série A do que assumir essa responsabilidade aqui. Nós queremos quem realmente queira vestir essa camisa”, afirmou.

Vivian explicou que a reformulação do elenco não passou apenas pela chegada de reforços, mas também pela redução do grupo e da folha salarial. De acordo com ele, esse processo foi essencial para abrir espaço financeiro para novas contratações.

“Uma das frentes era enxugar um pouco o elenco e diminuir o custo desses jogadores que não vinham performando. Desde que cheguei ao Remo, já foram 15 recolocações. Isso é muito difícil de fazer. Não basta emprestar pagando todo o salário. O desafio é encontrar um clube, alinhar todas as pontas e reduzir o custo para o Remo. Muitas vezes, uma contratação depende justamente dessa economia”, destacou.

O dirigente também justificou a prioridade dada ao setor defensivo nesta janela. O clube acertou as chegadas dos zagueiros Zé Ivaldo e Matheus Felipe, e do volante Edson Fernando, antes de voltar as atenções para o sistema ofensivo.

“Trouxemos as peças que conseguimos, principalmente para o sistema defensivo. A torcida olha muito para o ataque, e eu também me preocupo com isso, mas, às vezes, o melhor ataque é uma defesa sólida. No domingo, por exemplo, já não sofremos gol. Agora temos reposições e disputa saudável na defesa. Antes, tínhamos uma linha defensiva bem montada, mas com poucas opções de reposição no mesmo nível que a competição exige”, explicou.

Apesar das dificuldades, Vivian garantiu que o departamento de futebol segue monitorando o mercado diariamente em busca das peças desejadas por Léo Condé.

“Seguimos trabalhando. Buscamos um lateral-esquerdo para disputar posição com o Mayk e, pelo menos, um atacante de velocidade, com as características que a comissão técnica deseja. Também não é qualquer jogador. Trabalhamos com vários critérios e o atleta precisa preencher boa parte deles para que a contratação faça sentido para o clube”, ponderou.

Mercado inflacionado

Outro ponto destacado pelo executivo foi a mudança no comportamento do mercado brasileiro. Segundo ele, principalmente na Série B, os clubes deixaram de emprestar atletas com facilidade e passaram a exigir compensações financeiras.

“Hoje, qualquer jogador da Série B que você queira contratar precisa comprar. Antigamente, muitos clubes emprestavam pela vitrine da Série A, com opção de compra. Hoje isso praticamente não existe. O mercado ficou muito inflacionado”, comentou.

Vivian também comentou a possibilidade de buscar reforços no futebol sul-americano, mas ponderou que esse tipo de investimento exige ainda mais cautela.

“O mercado sul-americano está aberto, mas os melhores jogadores não saem facilmente. Quando você procura um atleta de destaque na Argentina, por exemplo, os clubes não negociam por valores baixos. Além disso, existe toda uma adaptação ao futebol brasileiro. Neste momento, precisamos reduzir ao máximo a margem de risco e trazer jogadores que estejam prontos para ajudar imediatamente”, ressaltou.

Questionado sobre o lateral-esquerdo Marcelo Hermes, do Criciúma, Vivian confirmou que o jogador esteve no radar do Remo por duas vezes na temporada, mas revelou que a negociação esbarrou na multa contratual.

“O Marcelo Hermes sempre foi uma opção. Fizemos uma consulta ao Criciúma no início do ano e a resposta foi que ele só sairia mediante o pagamento da multa. Sabemos o valor desse negócio e, por isso, seguimos analisando outras possibilidades para a posição”, contou.

Mesmo com a janela aberta até setembro, o executivo afirmou que a intenção é concluir as próximas contratações o quanto antes, sem comprometer o planejamento financeiro do clube.

“Estamos trabalhando 24 horas por dia nisso. Queremos reforçar a equipe, mas sem desequilibrar as contas. O Remo vem cumprindo com as obrigações, investindo na estrutura e oferecendo as melhores condições para atletas e comissão técnica. Nosso desafio é fortalecer o elenco mantendo essa responsabilidade”, finalizou.

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