Cidades

Prefeitura de Belém nega paralisação de pediatras no PSM da 14

Pediatras alegam atrasos salariais e anunciaram redução nos atendimentos de baixa complexidade; Sesma contesta a versão e diz que o serviço funciona normalmente

Por Estado do Pará Online
21/07/2026 às 19:25 • 2 min

Gestão municipal diz que não há greve, nega restrição nos atendimentos e afirma que a empresa responsável pelos profissionais está com os pagamentos em dia. (Foto: reprodução)

A Prefeitura de Belém negou, nesta segunda-feira (20), que tenha ocorrido restrição no atendimento pediátrico no Pronto-Socorro Municipal Mário Pinotti, o PSM da 14, no bairro do Umarizal. Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) afirmou que a informação não procede, classificou a denúncia como falsa e declarou que os atendimentos seguem sendo realizados normalmente, sem registro de filas de espera.

Segundo a secretaria, a prestação do serviço é de responsabilidade de uma empresa terceirizada, que, de acordo com a gestão municipal, informou estar com os pagamentos em dia. A Sesma também afirmou que não há greve entre os profissionais que atuam na unidade.

A manifestação da Prefeitura ocorre após a divulgação, no último sábado (18), de uma paralisação parcial anunciada por pediatras que trabalham no hospital. Conforme comunicado encaminhado à direção da unidade, à Sesma, ao Conselho Regional de Medicina (CRM-PA) e ao Sindicato dos Médicos do Pará (Sindmepa), os profissionais informaram que reduziriam para 30% os atendimentos de demanda espontânea, mantendo a assistência apenas aos casos classificados como urgentes e de emergência, conforme o Protocolo de Manchester.

No documento, os médicos atribuem a decisão aos atrasos no pagamento dos plantões e afirmam que os valores referentes aos meses mais recentes ainda não haviam sido quitados. Os profissionais também cobraram a apresentação de um cronograma para regularização dos pagamentos.

Em nota, a Sesma reiterou que o atendimento pediátrico no PSM da 14 segue funcionando normalmente e voltou a negar qualquer interrupção dos serviços. Segundo a pasta, a informação sobre restrição nos atendimentos não corresponde à realidade registrada na unidade.

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