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Operação investiga esquema de roubo de remédios para câncer que movimentou R$ 33 milhões

Ao todo, foram cumpridos mandados no Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás e Pará, incluindo um alvo em Belém

Por Elielson Almeida
21/07/2026 às 16:08 • 2 min

Segundo a investigação, o grupo é suspeito de roubar medicamentos de alto custo e reinseri-los no mercado por meio de empresas de fachada. (Foto: reprodução TV Globo)

A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou, na manhã desta terça-feira (21), a Operação Metástase para desarticular uma organização criminosa investigada por roubo e receptação de medicamentos oncológicos e imunossupressores. Segundo as investigações, o grupo movimentou cerca de R$ 33 milhões em um ano e utilizava empresas de fachada para recolocar os produtos roubados no mercado. Até a última atualização, cinco pessoas haviam sido presas.

Ao todo, foram cumpridos cinco mandados de prisão preventiva e 97 mandados de busca e apreensão nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás e Pará. Em Belém, a Polícia Civil também cumpriu um mandado de busca e apreensão com apoio das forças de segurança locais. Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre o alvo da operação na capital paraense.

De acordo com a Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas da Capital (DRFC-Cap), responsável pela investigação, a organização criminosa contava com apoio de integrantes da facção Terceiro Comando Puro (TCP). As cargas roubadas eram levadas para o Complexo da Maré, no Rio de Janeiro, onde eram armazenadas, fracionadas e distribuídas para diferentes estados por meio de empresas de fachada.

Investigação aponta que organização criminosa movimentou R$ 33 milhões em um ano e utilizava empresas de fachada para revender medicamentos. (Foto: reprodução)

As investigações apontam que o grupo participou de pelo menos 40 roubos de cargas de medicamentos de alto custo nos últimos seis meses. A Polícia Civil também identificou um esquema financeiro formado por 25 empresas de fachada distribuídas entre Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás e Pará, utilizadas para ocultar a origem dos produtos e revendê-los, inclusive para hospitais privados e, em alguns casos, para instituições públicas de saúde por meio de processos licitatórios.

Além das prisões e dos mandados de busca, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 30 milhões em contas bancárias e o sequestro de imóveis, veículos de luxo e outros bens ligados aos investigados. A operação contou com apoio da RedeCarga, iniciativa da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) voltada ao combate ao roubo e furto de cargas.

Com informações do G1*

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