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Após Brasil ficar longe do hexa, torcida se volta para Copa do Mundo Feminina de 2027

Pela primeira vez, o mundial feminino será realizado no Brasil e deve ampliar a visibilidade das atletas e inspirar novas gerações de meninas no futebol

Por Estado do Pará Online
20/07/2026 às 11:41 • 3 min

Foto: Paulo Pinto/ Agência Brasil

Após a Copa do Mundo masculina, em que a seleção brasileira ficou longe do hexa, os torcedores não precisarão esperar mais quatro anos para ver o Brasil em campo em uma disputa mundial.

No ano que vem, o país será sede da Copa do Mundo Feminina pela primeira vez. A competição será disputada por 32 seleções entre os dias 24 de junho e 25 de julho de 2027.

Inspiração para novas gerações

Sofia Seabra, de 13 anos, é fã da atacante Marta e já tenta negociar em casa uma forma de assistir à abertura do mundial feminino no Maracanã.

“Estou muito empolgada com a Copa do Mundo feminina do ano que vem, que eu vou até me comportar melhor para eu poder ver o jogo no Rio de Janeiro. Cresci jogando futebol ao lado de meninos, mas isso nunca me deixou para baixo. Mesmo com a capacidade física menor que a deles, sempre me esforçava mais e mais para poder evoluir. Vou estar torcendo muito o ano que vem”, disse.

Em abril deste ano, a Confederação Brasileira de Futebol nomeou a ex-capitã da seleção brasileira Aline Pellegrino como diretora executiva de legado e relações institucionais da Copa do Mundo FIFA 2027. Aline foi vice-campeã mundial em 2007 e medalhista olímpica em Atenas 2004.

Para ela, o mundial feminino pode deixar um legado cultural importante para o país.

“Nesse momento de reconhecimento do espaço da mulher nessa sociedade, o quanto essa Copa ela vai também pro lado social, pra gente enquanto sociedade ser uma sociedade mais igualitária. E eu acho que o futebol tem esse poder de mudança, de transformação”, afirmou.

Aline também destacou que a competição pode contribuir para mudar a forma como meninas e meninos se relacionam com o futebol desde a infância.

“É um potencial muito grande de levar essas histórias, de mudar a cultura, de meninas e meninos começarem a praticar esse futebol junto desde sempre, isso não ser um problema, porque isso não é um problema. Que essa Copa possa vir e gerar muitas mudanças no nosso Brasil enquanto sociedade”, completou.

Mais visibilidade para o futebol feminino

Para mulheres que já estão em campo, a expectativa é que a Copa do Mundo Feminina no Brasil amplie a visibilidade e a valorização das atletas.

A jogadora Myllene D’Arc, de 34 anos, atleta do time Republicanas de Brasília, acredita que o torneio será uma oportunidade para mostrar a força das mulheres no esporte.

“Eu sempre vi os meninos jogando e aí acabei jogando com eles e me apaixonei pelo esporte. A minha expectativa para a Copa do Mundo Feminina é que vai dar muito mais visibilidade para as mulheres, de mostrar que futebol não é só para homem. É para mulher também e a gente pode fazer o que quiser, o esporte que quiser, porque somos empoderadas”, relatou.

A Copa do Mundo Feminina de 2027 será realizada em oito cidades brasileiras: Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.

Desde 1991, quando foi realizada a primeira edição do torneio, apenas quatro seleções levantaram a taça ao longo das nove edições. Agora, a torcida brasileira espera que, jogando em casa, a seleção feminina possa conquistar o título mundial inédito.

Com informações Agência Brasil*

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