Política

Lula defende industrialização de minerais críticos e cobra mais investimentos dos países ricos

Por Daniel Vinagre
18/06/2026 às 10:37 • 2 min

17.06.2026 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva durante entrevista coletiva à imprensa, na Residência da Missão Permanente do Brasil junto às Nações Unidas, em Genebra - Suíça. Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Lula (PT) defendeu que a exploração de minerais críticos no Brasil esteja associada à industrialização e à geração de valor dentro do país. A declaração foi feita nesta quarta-feira (18), durante balanço da participação brasileira na Cúpula do G7, realizada em Évian-les-Bains, na França.

Segundo Lula, o Brasil está aberto a parcerias internacionais para exploração de recursos estratégicos, desde que o processo inclua etapas de beneficiamento e industrialização em território nacional.

“Não queremos repetir o ciclo do ouro, em que tudo ia embora e a gente ficava com nada. O mesmo no ciclo do minério de ferro, em que a gente exportava tudo e foi feita pouca industrialização no Brasil”, afirmou.

Durante a conversa com jornalistas, o presidente destacou que levou ao G7 debates sobre desigualdades globais, inteligência artificial, desenvolvimento econômico e transição energética. Para ele, os países desenvolvidos precisam ampliar investimentos em regiões como América Latina, África e Ásia para fortalecer novos mercados consumidores.

Proteção de crianças em ambiente digital

Lula também voltou a defender a regulação do ambiente digital e apresentou iniciativas brasileiras voltadas à proteção de crianças e adolescentes na internet, incluindo a restrição do uso de celulares nas escolas e medidas de regulação digital.

Ao final da cúpula, o Brasil aderiu a três declarações do G7: uma sobre segurança digital para menores, outra voltada à cooperação internacional no combate ao câncer e uma terceira relacionada ao enfrentamento do narcotráfico.

Além das reuniões multilaterais, Lula manteve encontros bilaterais com lideranças da Europa, Ásia e América Latina. Entre os resultados anunciados está o início das negociações entre o Mercosul e o Japão, previsto para a próxima cúpula do bloco, no fim de junho, em Assunção, no Paraguai.

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