Política

Eduardo Bolsonaro critica condenação e diz que decisão “joga na lama a imagem do STF”

Por Estado do Pará Online
16/06/2026 às 21:54 • 2 min

YouTube/Metrópoles

O deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro voltou a contestar a decisão que o condenou por coação no Supremo Tribunal Federal (STF). Em entrevista concedida na noite desta terça-feira (16) ao Metrópoles, ele afirmou que teve o direito de defesa restringido durante o processo e classificou o julgamento como um “jogo de cartas marcadas“.

Ao comentar a possibilidade de recorrer da decisão, Eduardo demonstrou ceticismo em relação ao resultado. “Recorrer de quê? Não estou sabendo”, declarou.

O ex-parlamentar também direcionou críticas ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso. Segundo ele, houve desrespeito às garantias constitucionais durante a tramitação da ação.

“Se a gente tem uma Constituição, ela tem que ser respeitada. O Alexandre de Moraes pode até não gostar dela, mas ele tem que respeitar”, afirmou. Para Eduardo, o processo seria inválido por supostas irregularidades que, segundo ele, teriam comprometido sua defesa.

A condenação imposta pela Primeira Turma do STF prevê pena de 4 anos e 2 meses de prisão em regime semiaberto, além do pagamento de multa, perda do cargo de escrivão da Polícia Federal e inelegibilidade por oito anos.

Os ministros entenderam que Eduardo Bolsonaro tentou interferir no julgamento que resultou na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado.

Em seu voto, Alexandre de Moraes rejeitou os argumentos apresentados pela Defensoria Pública da União (DPU), que sustentava que Eduardo não tinha conhecimento formal do processo. O ministro também afirmou que “não é função de deputado federal brasileiro fazer lobby contra o país”.

De acordo com a Procuradoria-Geral da República, o então parlamentar realizou declarações públicas e publicações nas redes sociais nas quais afirmava ter colaborado para que o governo dos Estados Unidos adotasse sanções e restrições contra autoridades brasileiras, incluindo ministros do STF, além de medidas econômicas contra o Brasil sob a alegação de perseguição política ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

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