A Polícia Civil do Pará, por meio da Divisão de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR), prendeu em flagrante nesta quinta-feira (11) mais um homem investigado pelo assalto a uma joalheria no bairro da Campina, ocorrido em abril deste ano. O suspeito foi localizado escondido no forro do telhado de sua própria residência, em Belém, após tentar fugir da abordagem policial. Ele foi autuado pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e tráfico de drogas.
A captura ocorreu após a equipe de investigação receber informações de que o alvo estaria se preparando para cometer um novo crime patrimonial na capital. Durante a varredura no imóvel do suspeito, os agentes encontraram um revólver calibre 38 municiado escondido dentro de uma caixa d’água, porções de maconha e diversos objetos com características compatíveis com joias, que foram apreendidos para perícia e identificação de vínculo com o roubo.
Em interrogatório na sede da divisão especializada, o homem confessou formalmente sua participação no assalto ao estabelecimento comercial e forneceu detalhes sobre a dinâmica da associação criminosa. Diante do depoimento e do material coletado, o diretor da DRFR, delegado Arthur do Rosário, representou imediatamente pela prisão preventiva do conduzido, que foi encaminhado ao sistema penitenciário e permanece à disposição do Poder Judiciário.
Falsos policiais e balanço das investigações da DRFR
O assalto à joalheria na Campina chamou a atenção das autoridades pela audácia dos criminosos. Em abril, os integrantes do grupo utilizaram vestimentas falsas semelhantes aos uniformes da Polícia Civil para simular o cumprimento de uma diligência policial. O disfarce permitiu que eles entrassem na loja sem levantar suspeitas e subtraíssem uma grande quantidade de peças, gerando um prejuízo financeiro expressivo para os proprietários.

Com a prisão desta quinta-feira, as forças de segurança pública do estado alcançaram a marca de cinco envolvidos identificados na ação criminosa. “Até o momento, nós já conseguimos identificar cinco pessoas envolvidas neste crime, sendo que quatro delas foram presas e uma morreu em troca de tiros com a polícia”, detalhou o delegado Arthur do Rosário. As investigações em Belém prosseguem para capturar os demais integrantes da quadrilha e recuperar a totalidade dos bens roubados.
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