Polícia prende empresário suspeito de estupro de vulnerável contra criança de 11 anos em Abaetetuba - Estado do Pará Online

Polícia prende empresário suspeito de estupro de vulnerável contra criança de 11 anos em Abaetetuba

Investigado fugiu de Abaetetuba após crime ser descoberto, mas foi capturado ao retornar e tentar mandar mensagens para que testemunhas omitissem informações

Créditos: divulgação/ Internet

A Polícia Civil do Estado do Pará prendeu em flagrante, na tarde desta sexta-feira (29), Herisson Alef Matos Ferreira, 33 anos, suspeito pelos crimes de estupro de vulnerável e coação no curso do processo. A captura ocorreu no município de Abaetetuba, localizado na Região de Integração do Tocantins.

A ação policial foi coordenada por equipes da Delegacia Especializada no Atendimento à Criança e ao Adolescente (Deaca) de Abaetetuba, com apoio da Superintendência Regional do Baixo Tocantins. O caso corria sob apuração desde a última segunda-feira, quando a mãe de uma menina de 11 anos denunciou os abusos.

Ao perceber que os crimes haviam sido descobertos pela família da vítima, o investigado fugiu da cidade para escapar do cerco policial. No entanto, como as diligências das forças de segurança pública não cessaram, o suspeito acabou preso em flagrante no momento em que se apresentou na delegacia para prestar esclarecimentos.

Coação de testemunhas por rede social

Além do crime de abuso sexual infantil, a Polícia Civil identificou indícios contundentes de tentativa de interferência direta na apuração dos fatos. O suspeito utilizou aplicativos de mensagens e redes sociais para tentar obstruir o trabalho da equipe de investigação.

De acordo com o superintendente regional do Baixo Tocantins, delegado Mhoab Khayan, uma das testemunhas do processo relatou ter recebido áudios e textos enviados pelo agressor. O objetivo das mensagens era forçar a testemunha a omitir informações cruciais caso fosse intimada a depor.

“A conduta caracteriza uma tentativa de obstrução da instrução criminal e de comprometimento da produção de provas”, destacou o delegado Mhoab Khayan, reforçando que a conduta criminosa motivou o indiciamento também por coação no curso do processo.

Pedido de prisão preventiva e medidas de proteção

A delegada responsável pela condução do inquérito policial já encaminhou ao Poder Judiciário o pedido de conversão da prisão em flagrante para prisão preventiva. O procedimento investigativo permanece sob sigilo de Justiça para resguardar a identidade e a integridade da criança.

Para garantir a segurança dos parentes da vítima, a autoridade policial também requereu a aplicação imediata de medidas protetivas de urgência. Os pedidos foram fundamentados juridicamente com base nos dispositivos da Lei Henry Borel e da Lei Maria da Penha.

Após passar pelo protocolo de interrogatório na unidade policial, o homem foi transferido para o sistema prisional de Abaetetuba. Ele permanece custodiado em uma cela do complexo, onde aguardará a tramitação dos procedimentos legais e a realização da audiência de custódia.

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