Alckmin ataca família Bolsonaro após EUA incluírem facções brasileiras em lista de terrorismo - Estado do Pará Online

Alckmin ataca família Bolsonaro após EUA incluírem facções brasileiras em lista de terrorismo

​Para o vice-presidente, sanção norte-americana prejudica o mercado brasileiro e não resolve a segurança

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

​A recente classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas pelos Estados Unidos gerou forte reação do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) nesta sexta-feira (29). O político alertou que a medida da Casa Branca não soluciona o problema da segurança pública e traz o risco de desestabilizar o sistema financeiro nacional.

​De acordo com o vice-presidente, a inclusão das facções na lista de terrorismo foi uma articulação direta da família do ex-presidente Jair Bolsonaro. Alckmin argumentou que a oposição priorizou interesses políticos particulares em detrimento dos impactos financeiros negativos que a decisão pode acarretar ao mercado brasileiro.

​O representante do governo federal afirmou que o clã Bolsonaro tentou desviar o foco de uma denúncia envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.

“Para sair desse tema do Banco Master, o maior caso de corrupção e sonegação de tributos, aí ficam gerando factoides, fatos novos para desviar a atenção”, declarou Alckmin durante evento em Caraguatatuba.

​O anúncio oficial sobre as duas maiores facções criminosas do Brasil foi feito na quinta-feira pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio. A nova diretriz do governo dos Estados Unidos entrará em vigor a partir do dia 5 de junho deste ano.

​A medida representa um revés para a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que vinha tentando reverter sanções americanas junto ao presidente Donald Trump. A ofensiva diplomática brasileira acabou superada após uma reunião recente entre o próprio Trump e o senador Flávio Bolsonaro, que reforçou o pedido de punição.

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