Gato-mourisco é registrado pela primeira vez em estação ecológica no norte do Pará; veja - Estado do Pará Online

Gato-mourisco é registrado pela primeira vez em estação ecológica no norte do Pará; veja

Animal classificado como vulnerável à extinção foi flagrado por armadilhas fotográficas em área de floresta contínua vigiada por programa socioambiental

Câmeras flagram felino raro ameaçado de extinção em reserva protegida no Pará. Créditos: Divulgação/ Imazon

O gato-mourisco, um felino raro também conhecido como jaguarundi, foi registrado pelas câmeras do Programa Grande Tumucumaque pela primeira vez na Estação Ecológica (Esec) Grão-Pará, localizada no norte do estado. O animal possui corpo alongado, cabeça pequena e cauda longa.

A espécie é considerada rara devido à sua baixa densidade populacional. Apesar de habitar todos os biomas brasileiros, o gato-mourisco é classificado como vulnerável à extinção pelo Sistema de Avaliação do Risco de Extinção da Biodiversidade (Salve), do ICMBio.

A descoberta ocorreu em um território que abrange cerca de 10 milhões de hectares de florestas contínuas, na fronteira com a Guiana Francesa e o Suriname. A região é ameaçada por mudanças climáticas, destruição de habitats e caça ilegal.

“É fundamental monitorar a biodiversidade nesse local para entender como essas espécies estão respondendo aos impactos das mudanças climáticas que afetam o ambiente ao longo do tempo”, explicou Jarine Reis, pesquisadora do Imazon e bióloga do projeto.

O Programa Grande Tumucumaque é uma iniciativa do Imazon e do Iepé, realizada em parceria com organizações indígenas (Apitikatxi, Apiwa e Tekohara), Funai e Ideflor-Bio. O monitoramento da fauna e da flora está previsto para durar 15 anos.

A pesquisa de campo conta com a colaboração direta de nove monitores indígenas que habitam a região. Eles receberam treinamento para operar oito gravadores bioacústicos e oito câmeras fotográficas camufladas com sensores de movimento.

As lideranças locais destacam o valor da iniciativa para a preservação cultural e ambiental de suas terras de origem. A monitora Erlane Tiriyó, habitante da aldeia Boca do Marapi, ressaltou o aprendizado comunitário:

“Para mim foi muito importante participar dessa atividade para aprender mais sobre o monitoramento, conhecer mais as espécies de animais, os nomes e compartilhar com a comunidade, com as crianças essas informações”, comentou Erlane Tiriyó.

Com informacões Imazon

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