Nikolas defende Flávio Bolsonaro após áudio vazado: “Não acredito em condenações precipitadas” - Estado do Pará Online

Nikolas defende Flávio Bolsonaro após áudio vazado: “Não acredito em condenações precipitadas”

Deputado mineiro reagiu ao vazamento de áudio em que o senador pedia ajuda financeira a Daniel Vorcaro para produzir filme sobre Jair Bolsonaro

Foto1: Foto: Mário Agra/Câmara dos Deputados. Foto2: Jefferson Rudy/Agência Senado Agência Senado

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) utilizou suas redes sociais para sair em defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), após a divulgação de um áudio em que o parlamentar solicita apoio financeiro ao banqueiro Daniel Vorcaro. Nikolas questionou a disparidade na repercussão do caso em relação a denúncias envolvendo o Governo Lula e defendeu a instalação de uma CPMI para investigar as operações do Banco Master.

Em sua publicação, Nikolas afirmou que “não acredita em condenações precipitadas” e reproduziu a versão de Flávio, que nega ilegalidades. O deputado aproveitou para atacar a gestão atual, mencionando escândalos no INSS e contratos envolvendo ministros.

“A pergunta que fica é: por que nenhuma tem a repercussão e indignação do que aconteceu hoje? Ou melhor: por que não há a mesma intenção de criminalizar o financiamento dos filmes de Lula e Temer feitos por Vorcaro?”, indagou o parlamentar, sugerindo que a recusa à CPMI seria sinal de “medo e culpa”.

O áudio e o filme “Dark Horse”

A polêmica gira em torno de um áudio divulgado pelo site Intercept Brasil, no qual Flávio Bolsonaro cobra de Daniel Vorcaro, então proprietário do Banco Master, o pagamento de despesas pendentes do filme “Dark Horse”, documentário sobre a vida de Jair Bolsonaro.

Nas mensagens, o senador demonstra proximidade com o empresário e relata tensão entre os produtores devido ao atraso de parcelas. “Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz!”, escreveu Flávio em 16 de novembro de 2025.

O contato entre o senador e o banqueiro ocorreu apenas um dia antes da prisão de Daniel Vorcaro, acusado de coordenar operações fraudulentas.

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