Prainha deixa geração a diesel e passa a integrar sistema nacional de energia no Pará - Estado do Pará Online

Prainha deixa geração a diesel e passa a integrar sistema nacional de energia no Pará

Mudança reduz emissão de poluentes e faz parte do plano de desativação de usinas termelétricas no estado

Reprodução/ Equatorial

O município de Prainha, no oeste do Pará, passou a integrar o Sistema Interligado Nacional (SIN) após a desativação da antiga usina termelétrica movida a diesel. A mudança representa um avanço na infraestrutura energética da região, com impactos ambientais, econômicos e operacionais para a população local.

A integração ao SIN ocorreu após a conclusão das obras executadas pela distribuidora de energia, que investiu cerca de R$ 71,6 milhões em uma nova estrutura elétrica para atender o município. O projeto incluiu a construção de uma linha de distribuição, além de uma subestação de 34,5 kV equipada com dois transformadores com capacidade instalada de 12,6 MVA.

Com aproximadamente 35,5 mil habitantes, Prainha deixa de depender da geração local a diesel e passa a receber energia interligada ao sistema nacional, considerado mais estável e menos poluente.

Segundo a concessionária, a nova subestação possui monitoramento em tempo real por meio do Centro de Operação Integrado (COI), permitindo manobras remotas e maior rapidez no restabelecimento do fornecimento em casos de falhas ou contingências.

Redução de impactos ambientais

Um dos principais efeitos da mudança está relacionado à redução da emissão de gases poluentes na Amazônia. De acordo com os dados divulgados pela distribuidora, a substituição da geração a diesel evitará a emissão de aproximadamente 606 toneladas de dióxido de carbono (CO₂) por mês na atmosfera.

Ao longo de um ano, a redução pode ultrapassar 7,2 mil toneladas do gás, considerado um dos principais responsáveis pelo efeito estufa e pelas mudanças climáticas.

A iniciativa faz parte de um planejamento maior voltado à desativação de usinas termelétricas no Pará. Desde 2012, 23 estruturas movidas a diesel já foram desligadas no estado, e a previsão é que outras nove deixem de operar até o fim de 2027.

Afuá também avança para integração ao SIN

No arquipélago do Marajó, o município de Afuá também está em processo de transição energética. Obras recentes realizadas pela distribuidora têm como objetivo preparar a cidade para a integração ao Sistema Interligado Nacional.

Conhecida como “Veneza paraense”, Afuá possui características geográficas únicas e enfrenta desafios logísticos para manutenção e expansão da rede elétrica, já que boa parte do deslocamento das equipes ocorre por vias fluviais. A migração permitirá substituir a geração local a diesel por um fornecimento mais estável, econômico e ambientalmente sustentável. A expectativa é que a mudança também fortaleça atividades econômicas e o turismo na região.

A substituição da geração termelétrica em Afuá deverá evitar a emissão de cerca de 440 toneladas de CO₂ por mês, o equivalente a mais de 5 mil toneladas por ano.

Benefícios para moradores e economia local

Especialistas apontam que a integração de municípios isolados ao Sistema Interligado Nacional traz benefícios que vão além da questão ambiental. Com energia mais estável e maior capacidade de fornecimento, cidades podem ampliar atividades comerciais, atrair novos empreendimentos e melhorar serviços essenciais.

A mudança também reduz custos operacionais relacionados ao transporte e abastecimento de combustível para usinas termelétricas em regiões de difícil acesso.

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