O Hospital Jean Bitar, em Belém, reforçou o alerta sobre a importância de identificar precocemente os sinais e sintomas do câncer de cabeça e pescoço. De acordo com a unidade, o diagnóstico em estágio inicial aumenta significativamente as chances de cura.
Segundo o cirurgião oncológico Rafael Maia, muitos sintomas ainda são negligenciados pela população, o que pode atrasar o início do tratamento. “É fundamental que as pessoas estejam atentas a sinais persistentes, especialmente aqueles que duram mais de 15 dias”, destacou.
Sinais de alerta
Entre os principais sintomas que exigem atenção estão:
- Feridas na boca que não cicatrizam por mais de duas a três semanas
- Rouquidão persistente ou alteração na voz
- Dor ou dificuldade para engolir
- Caroços no pescoço que não desaparecem
- Dor de garganta contínua
- Sangramentos pela boca ou nariz sem causa aparente
- Perda de peso sem motivo
- Manchas brancas ou avermelhadas na boca
Fatores de risco
De acordo com o especialista, os principais fatores de risco estão relacionados a hábitos e condições evitáveis. O tabagismo é considerado o principal fator isolado, especialmente quando associado ao consumo excessivo de álcool, podendo aumentar o risco da doença em até 20 vezes.
Outros fatores incluem infecção pelo HPV, má higiene bucal e exposição solar prolongada, principalmente nos casos de câncer de lábio.
Prevenção e cuidados
A prevenção passa por mudanças no estilo de vida e acompanhamento regular da saúde. Entre as principais recomendações estão:
- Evitar o tabagismo
- Reduzir o consumo de bebidas alcoólicas
- Manter a vacinação contra o HPV em dia
- Utilizar preservativos
- Usar proteção solar no rosto
- Realizar consultas odontológicas periódicas
Atendimento e números
Embora não seja referência em tratamento oncológico, o hospital atua no diagnóstico precoce e encaminhamento de pacientes para unidades especializadas no estado. A unidade também realiza cirurgias de cabeça e pescoço de natureza benigna.
O acesso aos serviços ocorre por meio do Sistema Estadual de Regulação (SER), com atendimento ambulatorial, procedimentos cirúrgicos e acompanhamento pós-operatório.
Somente em 2025, o hospital realizou 640 cirurgias na área e contabilizou 3.721 atendimentos ambulatoriais, reforçando sua atuação no cuidado à saúde da população.
Pacientes como a pescadora Gevanilde Campelo, de 50 anos, destacam a qualidade do atendimento. Moradora de Baião, ela iniciou acompanhamento na unidade para tratamento de um nódulo na tireoide e relatou satisfação com o acolhimento recebido.
O hospital integra a rede pública estadual e oferece atendimento em média e alta complexidade, incluindo assistência ambulatorial e hospitalar. Para mais informações, a unidade disponibiliza atendimento pelo telefone (91) 3239-3800.
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