Votação no Congresso pode facilitar saída da prisão para condenados por diversos crimes; saiba mais - Estado do Pará Online

Votação no Congresso pode facilitar saída da prisão para condenados por diversos crimes; saiba mais

Mudança na regra de progressão pode encurtar prisão de condenados por atos antidemocráticos, crimes hediondos e milícias

Waldemir Barreto/Agência Senado

O Congresso Nacional analisa, nesta quinta-feira (30), o veto integral do presidente Lula (PT) ao projeto de lei (PL 2.162/2023) que altera a dosimetria de penas para crimes contra o Estado Democrático de Direito.

A decisão é estratégica, pois pode reduzir o tempo de prisão e facilitar a progressão de regime para os condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.

O impasse sobre a Dosimetria

A proposta, aprovada pelo Legislativo no fim de 2025, estabelece critérios que permitiriam cálculos de penas mais brandos. Ao vetar o texto, o Governo Federal argumentou que a redução da resposta penal indicaria um “retrocesso histórico” e poderia estimular novos ataques à ordem democrática.

Além do mérito, o governo alega vício de rito: o texto teria sofrido alterações na Câmara e deveria ter retornado ao Senado, o que não ocorreu.

Regras de progressão

Caso o veto seja derrubado, as novas regras de progressão de regime passariam a vigorar, alcançando inclusive quem já cumpre pena. O projeto fixa percentuais específicos para o cumprimento da sentença antes da mudança para regimes mais leves:

Categoria do CrimePercentual da Pena para Progressão
Regra Geral1/6 da pena
Crime violento (primário)25%
Crime violento (reincidente)30%
Hediondo (primário)40%
Milícia ou Organização Criminosa50%
Hediondo com morte (reincidente)70%

Votação

A sessão foi convocada pelo presidente do Congresso, Davi Alcolumbre. Para que o veto seja derrubado e o projeto vire lei, é necessária a maioria absoluta de votos: pelo menos 257 deputados e 41 senadores, em votações separadas. Se uma das Casas mantiver o veto, a lei atual permanece inalterada.

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