O ex-prefeito de Belém Edmilson Rodrigues (PSOL) afirmou, por meio de publicação nas redes sociais, que obras de macrodrenagem planejadas e iniciadas durante sua gestão, entre 2021 e 2024, teriam sido abandonadas pela atual administração municipal, comandada por Igor Normando (MDB).
Segundo Edmilson, a paralisação de projetos considerados estratégicos tem causado prejuízos à população, principalmente em áreas afetadas por alagamentos e problemas de infraestrutura urbana.
Entre as obras citadas pelo ex-prefeito estão a macrodrenagem do Igarapé São Joaquim, o programa das bacias hidrográficas do Mata Fome e o Programa de Saneamento da Estrada Nova (Promaben).
“O abandono dessas obras é um crime que merece apuração do Ministério Público Federal e do Ministério Público do Estado do Pará e também merece punição. Se tem dinheiro, por que as obras não foram feitas? É uma irresponsabilidade com o povo de Belém”, declarou.
Sobre o Parque Urbano São Joaquim, Edmilson afirmou que sua gestão conseguiu R$ 150 milhões junto ao governo federal, por meio da Itaipu Binacional, valor que teria sido depositado nas contas da Prefeitura para execução da primeira etapa do projeto.
De acordo com o ex-prefeito, a iniciativa prevê a renaturalização do rio e melhorias urbanísticas no entorno.
No caso do Programa de Macrodrenagem da Bacia Hidrográfica do Mata Fome (Prommaf), Edmilson informou que garantiu US$ 60 milhões do fundo internacional Fonplata, além de R$ 132 milhões do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), destinados a obras de drenagem, urbanização, saneamento e construção de 608 moradias.
Segundo ele, os trabalhos chegaram a ser iniciados, com asfaltamento e drenagem em 40 ruas, mas acabaram interrompidos.
O ex-prefeito também criticou o ritmo atual do Promaben, financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), e citou ainda a paralisação da duplicação da Avenida Bernardo Sayão, obra que, segundo ele, conta com recursos federais obtidos junto ao governo Lula.
Outra crítica feita por Edmilson foi em relação à limpeza de bueiros, canais, igarapés e rios urbanos. Segundo ele, a suspensão ou redução desses serviços contribui para o assoreamento e aumenta os riscos de alagamentos em Belém.
A reportagem solicitou um posicionamento da atual gestão da Prefeitura de Belém e do prefeito Igor Normando e aguarda uma resposta.
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