Uma ação conjunta do Ministério Público Federal, Controladoria-Geral da União e Polícia Federal deflagrou, na última quinta-feira (23), a Operação Fratria, que apura indícios de irregularidades na gestão de recursos públicos em contratos firmados com a Associação de Saúde, Esporte, Lazer e Cultura (ASELC), organização social de saúde que atua no Pará.
Segundo o MPF, a organização social investigada recebeu repasses que superam R$ 642 milhões. As investigações tiveram início a partir de apurações do próprio Ministério Público, com apoio técnico da CGU.

Ao todo, foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão em endereços residenciais e comerciais. Um dos alvos da operação foi a sede da ASELC, localizada no bairro da Cremação, em Belém.
A entidade atua como Organização Social de Saúde (OSS) e, atualmente, administra quatro hospitais regionais no estado: o Hospital Regional de Rio Maria, o Hospital Geral de Parauapebas, o Hospital Regional Público do Araguaia, em Redenção, e o Hospital Regional Público de Castanhal.

O contrato da ASELC com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) permanece vigente até o dia 23 de julho de 2026.
Registros públicos, disponíveis no Porta da Transparência da Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa), indicam que integrantes da direção da ASELC, incluindo o presidente Clebson Carlos Gomes Vasconcelos e a diretora Maria Rosa dos Santos, também constaram como lotados no gabinete do deputado estadual Gustavo Sefer, na Alepa, em períodos coincidentes.

O Estado do Pará Online (EPOL) entrou em contato com a ASELC, com o gabinete do deputado estadual Gustavo Sefer, com a Sespa e com demais citados na reportagem para solicitar posicionamento sobre os fatos. Até o fechamento desta matéria, não houve retorno de nenhum dos citados.
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