Moradores dos bairros Bengui e Tapanã, em Belém, denunciam a existência de um lixão a céu aberto às margens do Canal do Mata Fome, que estaria obstruindo o fluxo natural da água e contribuindo para alagamentos recorrentes na região.
O problema se agravou após as fortes chuvas registradas no último fim de semana, que ultrapassaram 150 milímetros em menos de 24 horas. Os eventos deixaram cerca de 40 mil pessoas afetadas na capital paraense, com pontos críticos de alagamento principalmente no Tapanã, Pratinha e São Clemente.
A obstrução do canal por lixo e entulho reduz a capacidade de drenagem da água da chuva, o que, segundo relatos de moradores e autoridades, contribui diretamente para o transbordamento em períodos de maior volume pluviométrico.

Durante visita ao bairro do Tapanã nesta segunda-feira (20), o prefeito de Belém, Igor Normando, afirmou que a gestão vai intensificar ações de limpeza no canal e que obras estruturais de macrodrenagem estão previstas para iniciar até o fim de abril. Segundo ele, a situação atual é agravada pela falta de escoamento adequado: “Com o canal obstruído, a água não tem para onde ir em dias de chuva”, disse.
A Prefeitura decretou situação de emergência no domingo (19) para agilizar medidas de resposta, incluindo desobstrução de bueiros, limpeza de canais e atendimento às famílias atingidas.
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