PF investiga MC Ryan Deolane por triangulação financeira e repasses a Instituto Neymar Jr. - Estado do Pará Online

PF investiga MC Ryan Deolane por triangulação financeira e repasses a Instituto Neymar Jr.

​Investigação aponta repasses de R$ 1 milhão para o Instituto Neymar Jr. como estratégia de imagem.

​Investigação aponta repasses de R$ 1 milhão para o Instituto Neymar Jr. como estratégia de imagem.
Reprodução/Redes Sociais

A Polícia Federal investiga um esquema de triangulação financeira envolvendo o cantor MC Ryan SP, a influenciadora Deolane Bezerra e repasses ao Instituto Projeto Neymar Jr. De acordo com as autoridades, a movimentação de recursos visava camuflar a origem ilícita de capitais por meio de doações e gastos de luxo.

​As movimentações bancárias de Deolane Bezerra somaram R$ 5,3 milhões em um intervalo de apenas 47 dias durante o ano de 2025. Nesse período, a influenciadora recebeu R$ 430 mil da produtora de Ryan e destinou mais de R$ 1 milhão para a ONG do jogador Neymar.

​A investigação aponta que a produtora do funkeiro misturava receitas de eventos musicais com valores obtidos em apostas e rifas ilegais. Para os investigadores, o fluxo de caixa entre os suspeitos comprova a existência de um ecossistema financeiro compartilhado para a lavagem de dinheiro.

​O Instituto Neymar Jr. e o próprio jogador não figuram como alvos da Operação Narco Fluxo, que foca na desarticulação do grupo criminoso. A polícia acredita que as transferências para a entidade serviam como uma estratégia deliberada de limpeza de imagem dos investigados.

​MC Ryan SP foi detido sob a acusação de chefiar o esquema bilionário, acompanhado de outras figuras públicas como MC Poze e o dono da página Choquei. A operação resultou em 33 prisões ao todo, atingindo também influenciadores digitais que promoviam jogos de azar nas redes sociais.

​O monitoramento da conta de Deolane revelou que altas quantias eram debitadas quase imediatamente após o depósito para dificultar o rastreio do saldo. A prática reforça a tese de que a influenciadora operava como uma conta de passagem para integrar capitais ilícitos à economia formal.

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