A Polícia Federal deflagrou a Operação Narco Fluxo nesta quarta-feira, resultando na prisão do cantor MC Ryan SP e de outros influenciadores. A investigação aponta que o artista liderava um esquema de lavagem de capitais que integrava lucros do tráfico de cocaína e apostas ilegais ao mercado formal.
As autoridades revelaram que empresas de produção musical eram utilizadas para mascarar a origem ilícita de montantes ligados ao Primeiro Comando da Capital. O grupo criminoso teria movimentado cifras que superam os R$ 260 bilhões através de uma complexa rede de ativos financeiros.
A Justiça Federal de Santos determinou o bloqueio imediato de R$ 2,2 bilhões pertencentes a 77 investigados na ação. O magistrado baseou o cálculo do sequestro de bens no lucro obtido com o comércio ilegal de mais de três toneladas de entorpecentes.
Cerca de 200 agentes cumpriram mandados de prisão e busca em nove estados brasileiros e no Distrito Federal. Além do funkeiro paulista, nomes conhecidos como MC Poze do Rodo e o proprietário da página Choquei foram alvos das ordens judiciais.
O esquema envolvia a ocultação de patrimônio por meio de laranjas e a compra de artigos de luxo para reinserir o dinheiro na economia. Investigadores também descobriram pagamentos a operadores de mídia para gerenciar crises de imagem e promover plataformas de apostas.
Em nota oficial, a defesa de MC Ryan alegou que todas as transações bancárias do artista possuem origem lícita e devidamente comprovada. Os advogados afirmaram ainda que aguardam o acesso integral aos autos para demonstrar a lisura das atividades empresariais do cliente.
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