Os registros do Ministério da Saúde apontam que o Brasil contabilizou 22,8 mil casos de estupro coletivo entre os anos de 2022 e 2025. Essa estatística alarmante representa uma média de 15 ocorrências diárias desse tipo de violência em território nacional.
A maior parte das vítimas identificadas pelo Sistema de Informação de Agravos de Notificação pertence ao grupo de crianças e adolescentes do sexo feminino. Dos episódios notificados no período, 14,4 mil envolveram menores de idade e 8,4 mil foram perpetrados contra mulheres adultas.
Especialistas alertam que o volume real da violência sexual tende a ser significativamente superior aos números apresentados oficialmente. Os dados refletem apenas as vítimas que buscaram auxílio médico, o que evidencia um cenário crítico de subnotificação no país.
No campo jurídico, a regulamentação do Estatuto da Criança e do Adolescente Digital surge como uma ferramenta estratégica para o enfrentamento do problema. O dispositivo busca coibir a cooptação de jovens por algoritmos e plataformas digitais que facilitam a exposição a riscos.
Além das medidas legais, a educação de base é apontada como pilar essencial para prevenir o acesso precoce a conteúdos nocivos na internet. O combate efetivo exige conscientização sobre o uso de redes sociais e a exposição de menores a sites de teor pornográfico.
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