A saída do ex-senador Mário Couto do Partido Liberal (PL) já teve destino definido. O político confirmou a decisão de se filiar ao Partido Novo, um movimento que reposiciona uma das figuras mais conhecidas da política paraense no atual cenário partidário.
A troca de legenda ocorre após um período de desgaste interno no PL, marcado por divergências políticas e perda de espaço nas articulações da sigla no estado. Nos bastidores, aliados apontam que a relação entre Couto e o partido vinha se enfraquecendo desde as eleições de 2022.
Naquele pleito, o ex-senador demonstrou força eleitoral ao alcançar cerca de 1,5 milhão de votos e chegou a ensaiar uma pré-candidatura ao governo do Pará. O projeto, entretanto, não avançou diante de disputas internas e da falta de consenso dentro da legenda.
Em um documento do último dia 31, Mário Couto enviou ao deputado federal Joaquim Passarinho, presidente estadual do PL, a solicitação oficial de desfiliação do partido. Couto cita como motivo o apoio do PL à “candidatura do Sr. Daniel Santos, pessoa alheia aos nossos princípios ideológicos e envolvido em denúncias de corrupção”.
Com a chegada ao Novo, a estratégia parece ser a busca por maior autonomia política e liberdade nas articulações futuras. A sigla, que ainda possui presença discreta no Pará, passa a contar com um nome que possui posicionamentos conhecidos, especialmente em discursos ligados ao combate à corrupção.
Mário Couto possui uma trajetória consolidada na política paraense. Ele exerceu quatro mandatos consecutivos como deputado estadual entre 1990 e 2006, período em que também presidiu a Assembleia Legislativa do Pará. Em 2006, foi eleito senador pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB).
Após perder a reeleição ao Senado em 2014, deixou o PSDB em 2015 e permaneceu sem partido até outubro de 2017, quando se filiou ao Partido Progressista (PP). Em 2018, teve a candidatura indeferida pelo Tribunal Regional Eleitoral do Pará, que apontou possível alteração nas atas da convenção partidária como justificativa para impedir sua participação nas eleições daquele ano.
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