A Federação Paraense de Futebol (FPF) se pronunciou sobre a confusão registrada após o clássico entre Paysandu Sport Club e Clube do Remo, no jogo de volta da final do Campeonato Paraense. A decisão ocorreu no domingo (8), no Estádio Mangueirão, e terminou com o título do Paysandu, que chegou à 51ª conquista estadual.
Em nota oficial, a federação classificou o episódio como “grave e lamentável” e afirmou que as provocações que deram início ao tumulto teriam sido protagonizadas pelo treinador e influenciador Hadson Nery, conhecido nas redes sociais como Hadbala.
Segundo o comunicado da entidade, o ex-jogador teria acessado de forma indevida a chamada zona mista do estádio — espaço reservado a atletas, dirigentes e profissionais credenciados. Ainda conforme o relato apresentado pela federação, Hadbala teria arremessado um objeto em direção ao atacante Alef Manga, do Remo, atingindo as costas do jogador e provocando reação dos atletas presentes no local.
De acordo com a FPF, a atitude teria contribuído para o início da confusão generalizada na área reservada do estádio, gerando empurrões, troca de xingamentos e momentos de tensão entre jogadores e membros das duas equipes.
Imagens divulgadas nas redes sociais mostram parte da confusão na zona mista do Mangueirão. Nos vídeos, atletas dos dois clubes aparecem discutindo e precisando ser contidos por pessoas que estavam no local. Em determinado momento, Alef Manga reclama do objeto que teria sido arremessado em sua direção.
A situação precisou da intervenção da segurança privada do estádio e de agentes da Polícia Militar do Pará, que atuaram para controlar o tumulto. Após alguns minutos de tensão, os jogadores foram conduzidos para os vestiários.
Antes da confusão se intensificar, Hadson Nery já havia sido retirado da área pela equipe de segurança do estádio. A federação informou ainda que registrou um boletim de ocorrência sobre o caso e que medidas legais poderão ser adotadas.
Em uma postagem nas redes sociais, Hadson afirmou que não teve relação com a confusão.
No posicionamento, a entidade reforçou que episódios como o registrado após a final representam uma ameaça à integridade esportiva e ao ambiente de respeito que deve prevalecer nos estádios. A FPF também afirmou que não irá tolerar comportamentos que coloquem em risco a segurança em eventos esportivos realizados no estado.
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