Belém instala mais de 5 mil armadilhas contra o mosquito da dengue - Estado do Pará Online

Belém instala mais de 5 mil armadilhas contra o mosquito da dengue

A ampliação das medidas ocorre com a chegada do inverno amazônico, período de maior incidência de chuvas e aumento de criadouros do mosquito.

agente de saúde colocando a armadilha
Crédito: Danielle Dias - Ascom SESMA

A Prefeitura de Belém intensificou as ações de combate ao mosquito Aedes aegypti com a instalação de mais de 5 mil Estações Disseminadoras de Larvicidas (EDLs) em 12 bairros da capital. A estratégia, coordenada pela Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma), já contribuiu para reduzir em 61,5% os casos de dengue no município.

A ampliação das medidas ocorre com a chegada do inverno amazônico, período de maior incidência de chuvas e aumento de criadouros do mosquito.

Estratégia já alcança 45% da população

Desde agosto do ano passado, cerca de 500 Agentes de Combate a Endemias (ACEs) instalaram 5.200 EDLs, de um total de 8 mil previstas. A ação já alcança aproximadamente 591 mil pessoas, o equivalente a 45,35% da população da capital, segundo o Censo 2022 do IBGE.

Entre setembro e dezembro de 2025, Belém registrou queda de 61,5% nos casos de dengue em comparação com o mesmo período de 2024. Nas oito primeiras semanas deste ano, foram confirmados 65 casos, contra 272 no mesmo intervalo do ano anterior — redução de cerca de 76%.

De acordo com o coordenador do Programa de Controle da Dengue da Sesma, Tadeu Morais, os bairros contemplados são definidos com base em critérios técnicos.

“Existem dois fatores que auxiliam na escolha dos bairros: o entomológico e o epidemiológico. Selecionamos áreas que historicamente registram maior incidência de casos e onde há maior presença do vetor. São bairros sequenciais, que se conectam, portanto não é um critério aleatório”, explicou.

Entre os bairros atendidos estão Guamá, São Brás, Canudos, Marco e Souza.

Danielle Dias – Ascom SESMA

Como funcionam as armadilhas

As EDLs são compostas por balde, suporte e um sachê com larvicida. Ao tentar depositar ovos no recipiente, a fêmea do mosquito entra em contato com o produto e acaba contaminada. Ao buscar outros criadouros, ela dissemina o larvicida, ampliando o alcance da estratégia.

A instalação é realizada exclusivamente pelos agentes de endemias e pode ocorrer em residências, comércios e órgãos públicos. Cada estação tem cobertura em um raio de até 50 metros, beneficiando também imóveis vizinhos. A manutenção é feita mensalmente, com a substituição do larvicida.

Os recipientes devem permanecer em locais arejados e cobertos, fora do alcance de crianças e animais. A população pode colaborar autorizando a instalação e observando a possível presença de focos, sem manusear o equipamento.

Vacinação também é reforçada

Além do controle vetorial, a imunização é outra estratégia de prevenção. A vacina contra a dengue está disponível em diversos pontos da capital, incluindo unidades de saúde, hospitais e instituições de ensino superior.

Entre os locais estão o CSE Marco (UEPA), UMS de Fátima, Hospital Naval, Hospital da Aeronáutica, Hospital do Exército, Uremia, além de instituições como Unama, Unifamaz e Fibra. A vacina também pode ser encontrada nas Unidades Municipais de Saúde (UMSs) e Unidades Básicas de Saúde (UBSs), conforme horários de funcionamento.

Canais para denúncias

A Sesma orienta que denúncias sobre focos do mosquito ou casos suspeitos de dengue podem ser feitas por e-mail, telefones da Ouvidoria do SUS ou presencialmente na sede da secretaria, localizada na Avenida Governador José Malcher.

A prefeitura reforça que a participação da população é fundamental para manter a redução dos casos e evitar novos surtos da doença na capital.

E-mail do Programa de Combate à Dengue:
combateadengue@sesma.pmb.pa.gov.br

Ouvidoria Municipal do SUS:
ouvidoriasusbel2009@gmail.com
ouvidoriasesma@cinbesa.com.br

Telefones:
(91) 3251-4207
(91) 98400-8247

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