Uma jovem morreu após complicações durante atendimento obstétrico no Hospital Geral de Parauapebas (HGP), no sudeste do Pará, na última sexta-feira (27). Segundo familiares, grávida e com indicação clínica de cesariana devido à posição do bebê, Jéssica Andrade Mendes Castro, de 32 anos, passou dois dias em trabalho de parto antes de ser submetida a uma cirurgia de emergência, mas não resistiu.
De acordo com relatos da família, mesmo com exames e orientação médica prévia indicando a necessidade de cesariana, Jéssica teria sido conduzida a tentar parto normal. Os parentes afirmam que não receberam informações claras durante o atendimento e que só foram comunicados sobre a morte ainda dentro da unidade hospitalar.
Em entrevista ao portal O Carajás Oficial, a mãe da jovem, emocionada, declarou que a filha teve uma gestação saudável, seguiu todas as orientações do pré-natal e estava feliz com a chegada do bebê. Ela pediu justiça e cobrou providências para que outras mulheres não enfrentem situação semelhante.
Em nota, a Prefeitura de Parauapebas, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), manifestou pesar pelo falecimento e informou que a paciente era acompanhada pela rede municipal desde o pré-natal, com classificação de risco gestacional em razão de condições clínicas preexistentes. Segundo o comunicado, durante o procedimento hospitalar, Jéssica evoluiu com atonia uterina grave e choque, complicações obstétricas de alta gravidade, que levaram ao óbito, apesar das intervenções realizadas. O bebê sobreviveu e segue recebendo cuidados.
A Secretaria informou ainda que determinou a abertura imediata de auditoria sobre os registros do atendimento, requisição de relatório à entidade responsável pela gestão do hospital e apuração de eventuais falhas assistenciais, com adoção das medidas cabíveis caso sejam constatadas irregularidades. O caso segue sob investigação.
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