Abertura da pesca do mapará impulsiona economia em várias cidades do Pará - Estado do Pará Online

Abertura da pesca do mapará impulsiona economia em várias cidades do Pará

Retomada da pesca após o defeso impulsiona renda e reforça tradição às margens do rio Tocantins.

Foto: Alexandre Costa / Ag. Pará

A temporada de pesca do mapará foi aberta oficialmente no último domingo (1º) no Pará. Após o período de defeso, quando a captura da espécie fica proibida para garantir a reprodução e a preservação dos estoques naturais, pescadores voltaram ao rio e deram início a uma das fases mais aguardadas do ano.

Em Cametá, as primeiras movimentações da nova safra já foram registradas. O município, localizado às margens do rio Tocantins, concentra parte significativa da atividade pesqueira do estado e protagoniza o início da temporada.

O que é o período de defeso

No Pará, o defeso do mapará ocorre anualmente durante o ciclo reprodutivo da espécie. Nesse intervalo, ficam proibidas a pesca, o transporte e a comercialização do pescado.

Durante esse período, pescadores artesanais cadastrados têm direito ao seguro-defeso, benefício concedido pelo Governo Federal para compensar a suspensão temporária das atividades. A medida é considerada fundamental para garantir a sustentabilidade da espécie e o equilíbrio ambiental.

Em Cametá, o mapará é símbolo cultural

Em Cametá, a abertura da pesca representa mais do que o início de uma nova safra. O mapará é símbolo cultural e base econômica do município, sustentando centenas de famílias ribeirinhas.

Com a liberação, aumenta a movimentação nos portos, feiras e mercados. Pescadores, marreteiros, comerciantes, donos de embarcações e trabalhadores informais passam a integrar uma cadeia produtiva que movimenta significativamente a economia local.

Segundo a gestão municipal, o período também é estratégico para fortalecer políticas públicas voltadas ao setor, com incentivo à comercialização e apoio aos trabalhadores da pesca artesanal.

Outros municípios também celebram

Além de Cametá, a retomada da atividade mobiliza comunidades ribeirinhas em municípios como Limoeiro do Ajuru e Igarapé-Miri, onde a pesca artesanal é uma das principais fontes de renda.

A abertura da temporada também é celebrada em Abaetetuba e Oeiras do Pará, reforçando a importância do mapará para a economia e a segurança alimentar na região.

Regras continuam valendo

Apesar da liberação da pesca, órgãos de fiscalização reforçam que seguem em vigor normas como o respeito ao tamanho mínimo de captura e a proibição de equipamentos considerados predatórios.

O objetivo é assegurar a preservação da espécie e manter a atividade para as próximas gerações, equilibrando tradição, renda e sustentabilidade ambiental.

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