MPF pede urgência na retirada de famílias ameaçadas por erosão em Santarém - Estado do Pará Online

MPF pede urgência na retirada de famílias ameaçadas por erosão em Santarém

Ação na Justiça Federal cobra reassentamento imediato de moradores de Arapemã, área afetada pelo avanço das “terras caídas” no Rio Amazonas

Foto: Defesa Civil de Santarém / Divulgação

O Ministério Público Federal (MPF) acionou a Justiça Federal para garantir a remoção emergencial de 95 famílias quilombolas da comunidade Arapemã, em Santarém, oeste do Pará. A medida busca evitar uma tragédia provocada pelo avanço das chamadas “terras caídas”, fenômeno que provoca o desmoronamento acelerado das margens do Rio Amazonas.

Protocolada na segunda-feira (23), a ação aponta risco iminente à vida dos moradores e acusa omissão do poder público diante de um cenário considerado previsível. Segundo o MPF, a erosão já compromete moradias e estruturas comunitárias, repetindo a situação vivida pela antiga comunidade de Fátima, que desapareceu após processos semelhantes.

O órgão pede que a Justiça determine a retirada imediata das famílias e o reassentamento em área segura dentro do Território Quilombola Bom Jardim. A ação tem como réus a União, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), o estado do Pará e o município de Santarém, além de outros órgãos e instituições que, segundo o MPF, precisam atuar de forma integrada para garantir infraestrutura e condições dignas no novo local.

Além dos danos físicos, a ação destaca o impacto emocional sobre os moradores, que convivem com medo constante de perder as casas, especialmente durante o período de cheias. O MPF argumenta que a falta de medidas efetivas pode configurar violação de direitos humanos e descumprimento de compromissos internacionais assumidos pelo Brasil para proteção de comunidades tradicionais.

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