CPMI do INSS aprova quebra de sigilo de filho de Lula em sessão tensa - Estado do Pará Online

CPMI do INSS aprova quebra de sigilo de filho de Lula em sessão tensa

Base governista contesta contagem simbólica e anuncia recurso à Presidência do Senado após decisão tomada na quinta-feira (26), em Brasília

Tumulto na cpmi do INSS
Reprodução/Redes Sociais

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que investiga fraudes no INSS aprovou na quinta-feira (26), no Senado Federal, a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A deliberação ocorreu em meio a divergências quanto à forma de votação.

A decisão foi tomada por votação simbólica em bloco, juntamente com outros requerimentos de convocação e pedidos de informações ligados à investigação sobre descontos indevidos e movimentações financeiras suspeitas envolvendo benefícios previdenciários.

Contestação e tumulto na comissão

O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) apresentou questão de ordem e contestou o resultado anunciado pela presidência da comissão. Segundo ele, a contagem visual indicaria número maior de parlamentares contrários à medida.

Após a proclamação do resultado, parlamentares se dirigiram à mesa diretora para contestar o placar, o que gerou discussão e empurra-empurra. O momento de maior tensão envolveu os deputados Rogério Correia (PT-MG) e Luiz Lima (PL-RJ), que trocaram acusações verbais durante o tumulto.

Após o episódio, ambos declararam ter sido alvo de agressão física durante a confusão. As imagens divulgadas mostram contato físico entre parlamentares, mas não houve confirmação oficial de registro de ocorrência até o encerramento da sessão.

Parlamentares da base defenderam que, diante da divergência observada no plenário, a votação deveria ter sido convertida em nominal, com registro individual dos votos. Após a sessão, anunciaram que recorreriam à Presidência do Senado para pedir revisão ou anulação da deliberação.

Posição da presidência da CPI

O presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), manteve o resultado e afirmou que o procedimento seguiu o regimento interno. Segundo ele, não houve aprovação prévia de requerimento para votação nominal antes da proclamação do placar.

A CPI apura suposto esquema de fraudes identificado no âmbito da chamada Operação Sem Desconto, conduzida pela Polícia Federal. A comissão segue com análise de documentos, quebras de sigilo e convocações.

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