Ministro aposentado do STJ, Felix Fischer morre aos 78 anos - Estado do Pará Online

Ministro aposentado do STJ, Felix Fischer morre aos 78 anos

Natural da Alemanha, magistrado atuou por mais de 25 anos na Corte Superior e foi relator de casos como a Lava Jato e as "rachadinhas"; velório será nesta quinta (26).

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) informou na manhã desta quarta-feira (25) o falecimento do ministro aposentado Felix Fischer, aos 78 anos. Ele morreu em Brasília, onde estava internado no Hospital Sírio-Libanês para acompanhamento médico. A causa da morte não foi divulgada pela Corte.

O velório do ministro será realizado no STJ nesta quinta-feira (26), a partir das 9h30. O sepultamento ocorrerá às 14h30, no cemitério Campo da Esperança, localizado na capital federal.

Felix Fischer ingressou no Superior Tribunal de Justiça em 17 de dezembro de 1996, após nomeação do então presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), ocupando a vaga destinada a membros do Ministério Público. Atuou por mais de 25 anos na Corte Superior, aposentando-se em 2022 com mais de 115 mil processos julgados.

Na Corte, Fischer ocupou os cargos de presidente da Quinta Turma e da Terceira Seção. Ele comandou o tribunal no biênio 2012-2014, período em que também presidiu o Conselho da Justiça Federal. De 2015 a 2017, o ministro coordenou novamente os trabalhos da Quinta Turma.

Além das funções exercidas no STJ, Felix Fischer foi ministro e corregedor do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e diretor-geral da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam).

Fischer foi relator dos processos da Operação Lava Jato no STJ, integrando a Quinta Turma do tribunal, e também atuou no caso das “rachadinhas”, que envolvia o antigo gabinete de Flávio Bolsonaro (PL) na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Em 2021, o ministro votou contra o recurso de Flávio que questionava a quebra de sigilo na investigação, mas seu voto foi vencido.

Nascido em Hamburgo, na Alemanha, em 30 de agosto de 1947, Felix Fischer veio para o Brasil com os pais. Ele se naturalizou brasileiro com um ano de idade.

Em território nacional, formou-se em ciências econômicas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em 1971. Concluiu o curso de direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) em 1972.

Sua carreira jurídica começou em 1974 como promotor substituto do Ministério Público do Paraná. Ele foi sucessivamente promovido até chegar a procurador da Justiça em 1990.

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