A Polícia Federal (PF) solicitou ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, a declaração de suspeição do ministro Dias Toffoli para continuar como relator do inquérito que investiga fraudes envolvendo o Banco Master, instituição liquidada pelo Banco Central.
O pedido foi encaminhado após a PF informar que encontrou uma menção ao nome de Toffoli em mensagens armazenadas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. O aparelho foi apreendido durante cumprimento de mandado de busca e apreensão no âmbito da investigação. O conteúdo da mensagem está sob segredo de Justiça.
Diante da comunicação, Edson Fachin determinou a abertura de um procedimento interno no STF e notificou o ministro Dias Toffoli para apresentar esclarecimentos. Caberá à Presidência da Corte decidir se Toffoli permanecerá ou não na relatoria do caso.
No mês anterior, o ministro passou a ser alvo de questionamentos após denúncias indicarem que a Polícia Federal identificou irregularidades em um fundo de investimento ligado ao Banco Master. O fundo adquiriu participação em um resort localizado no Paraná que pertencia a familiares do ministro.
Em nota, o gabinete de Dias Toffoli afirmou que a Polícia Federal não possui legitimidade para solicitar sua suspeição, classificando o pedido como baseado em “ilações”.
Em novembro de 2025, o banqueiro Daniel Vorcaro e outros investigados foram alvos da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal para apurar a concessão de créditos fraudulentos pelo Banco Master. A investigação inclui a tentativa de aquisição da instituição pelo Banco de Brasília (BRB), banco público vinculado ao governo do Distrito Federal.
Segundo a PF, as fraudes investigadas podem alcançar o montante de R$ 17 bilhões.
Com informações da Agência Brasil*
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