Um episódio de tensão marcou a vigília realizada por indígenas na noite de quinta-feira (5), na barreira montada na BR-163, rodovia que liga Santarém (PA) a Cuiabá (MT), nas proximidades do terminal portuário da empresa Cargill. Segundo relato do movimento indígena, um veículo conduzido pelo vereador Malaquias Mottin (PL) teria avançado contra pneus e estruturas usadas no bloqueio, colocando em risco pessoas que participavam do ato.
Imagens divulgadas nas redes sociais mostram o momento em que o carro se aproxima da área onde estavam manifestantes, incluindo famílias, idosos e crianças. Ainda conforme o movimento, integrantes da mobilização se posicionaram à frente do veículo para impedir a passagem e evitar feridos. Após a reação coletiva, o automóvel teria deixado o local.
Um episódio de tensão marcou a vigília realizada por indígenas na noite de quinta-feira (5), na barreira montada na BR-163, rodovia que liga Santarém (PA) a Cuiabá (MT), nas proximidades do terminal portuário da empresa Cargill. pic.twitter.com/spQP7KXQh4
— Portal Estado do Pará Online (@Estadopaonline) February 6, 2026
Em nota, o movimento indígena classificou o episódio como tentativa de intimidação e reforçou que a mobilização ocorre de forma pacífica. Os manifestantes afirmam que o protesto busca defender o rio Tapajós, os territórios tradicionais e o direito à consulta livre, prévia e informada prevista na Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).
A manifestação integra uma série de atos recentes de povos indígenas na região do Tapajós, incluindo mobilizações contra projetos ligados à exploração logística e hidrovias, que lideranças afirmam ter avançado sem consulta adequada às comunidades locais.
Entre as reivindicações apresentadas pelos manifestantes estão a apuração imediata do episódio, com identificação formal do veículo e coleta de provas; a garantia de segurança para participantes e lideranças; e atuação dos órgãos públicos para assegurar o direito constitucional de manifestação.
O movimento também afirma que manterá a mobilização na rodovia e nas áreas de ocupação até que o governo apresente respostas sobre a revogação do Decreto nº 12.600/2025 e sobre o processo de dragagem na região. Segundo as lideranças, qualquer decisão sobre o Tapajós deve ocorrer sem pressões ou episódios de violência.
Autoridades de segurança pública e órgãos competentes podem ser acionados para investigar o caso e esclarecer as circunstâncias do ocorrido.
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