O Pará ficou na quarta posição entre os estados brasileiros com maior número de trabalhadores resgatados de condições análogas à escravidão em 2025, segundo dados divulgados pelo Ministério Público do Trabalho (MPT). Ao longo do ano, 48 pessoas foram libertadas no estado durante 13 operações realizadas por forças-tarefas de fiscalização.
Em todo o país, as ações integradas com participação do MPT resultaram no resgate de 1.986 trabalhadores, por meio de 196 operações. Minas Gerais liderou o número de fiscalizações, seguido por São Paulo e Rio Grande do Sul. A presença do Pará entre os estados com mais ocorrências evidencia a permanência do problema na região Norte.
As operações no estado alcançaram propriedades localizadas em municípios como Altamira, Parauapebas, Santarém, São Félix do Xingu, Marabá, Xinguara e Novo Progresso, entre outros. As equipes identificaram situações marcadas por condições degradantes, como alojamentos improvisados, falta de água potável, alimentação precária, jornadas exaustivas e exposição a produtos químicos sem proteção adequada.
Como resultado das fiscalizações, o MPT firmou 228 Termos de Ajustamento de Conduta em nível nacional, sendo 21 no Pará, além do ajuizamento de ações civis públicas. Também foram assegurados valores referentes a indenizações por danos morais individuais e coletivos, com parte significativa destinada a casos registrados no estado.
De acordo com o MPT, além das ações de campo, o combate ao trabalho escravo inclui a responsabilização de cadeias produtivas e a capacitação de redes locais de atendimento às vítimas, com iniciativas já realizadas em municípios do sudeste e sul do Pará.
Leia também:












Deixe um comentário