Política

13 senadores não disputarão eleições e deixarão o Senado em 2027; veja quais

Dos 81 assentos da Casa, 54 estarão em disputa nas eleições de 2026, o equivalente a dois terços do Senado

Por Sarah Carvalho
21/08/2026 às 14:37 • 4 min

Foto: Ton Molina/Agência Senado

As eleições de 2026 vão provocar uma mudança significativa na composição do Senado a partir de 2027. Das 54 cadeiras que estarão em disputa neste ano, 13 dos atuais ocupantes não disputarão nenhum cargo nas eleições e, por isso, deixarão a Casa ao fim do mandato.

Outros nove senadores participarão do processo eleitoral, mas não concorrerão à reeleição para o Senado como titulares. Eles disputam outros cargos ou aparecem como suplentes em chapas que concorrem às duas vagas disponíveis em seus respectivos estados.

Os outros 32 senadores que ocupam cadeiras em disputa tentarão permanecer na Casa por mais um mandato.

Veja os 13 senadores que não disputarão as eleições

  • Rondônia: Confúcio Moura (MDB)
  • Tocantins: Irajá (PSD)
  • Ceará: Sargento Reginauro (PSDB)
  • Pernambuco: Fernando Dueire (PSD)
  • Goiás: Jorge Kajuru (PSB)
  • Mato Grosso: Jayme Campos (União)
  • Minas Gerais: Rodrigo Pacheco (PSB)
  • São Paulo: Giordano (Podemos)
  • Paraná: Flávio Arns (PSB)
  • Paraná: Oriovisto Guimarães (PSDB)
  • Rio Grande do Sul: Luis Carlos Heinze (PP)
  • Rio Grande do Sul: Paulo Paim (PT)
  • Santa Catarina: Ivete da Silveira (MDB)

Entre os 13 parlamentares que já têm a saída definida, nove são titulares e quatro exercem atualmente o mandato como suplentes.

Senadores disputam outros cargos

Além dos 13 que não disputarão nenhum cargo, outros nove senadores que ocupam cadeiras em jogo nas eleições de 2026 não tentarão um novo mandato como titulares do Senado.

Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é candidato à Presidência da República. Marcos Rogério (PL-RO) concorre ao governo de Rondônia. Izalci Lucas (PL-DF) e Roberta Acioly (Republicanos-RR) disputam vagas na Câmara dos Deputados. Já Mara Gabrilli (PSD-SP) concorre a uma cadeira na Assembleia Legislativa de São Paulo.

Outros quatro participam das eleições como primeiros suplentes em chapas para o Senado. Dra. Eudocia (PSDB-AL), que já ocupa o mandato como primeira suplente, concorre novamente nessa condição, desta vez na chapa de Marina JHC (PSDB-AL).

Também aparecem como candidatos a primeiro suplente os senadores Nelsinho Trad (PSD-MS), na chapa de Reinaldo Azambuja; Jader Barbalho (MDB-PA), na chapa de seu filho, Helder Barbalho; e Daniella Ribeiro (PP-PB), na chapa de Nabor Wanderley.

Sete dos atuais senadores são suplentes

Entre os 54 ocupantes das cadeiras que serão disputadas em 2026, sete exercem atualmente o mandato como suplentes.

Além de Dra. Eudocia, estão nessa situação Sargento Reginauro (PSDB-CE), suplente de Eduardo Girão (Novo-CE); Fernando Dueire (PSD-PE), que assumiu a vaga de Jarbas Vasconcelos (MDB-PE) após a renúncia do titular; Carlos Portinho (PL-RJ), que ocupa a cadeira anteriormente pertencente a Arolde de Oliveira, que morreu; Roberta Acioly (Republicanos-RR), que assumiu a vaga de Mecias de Jesus após a renúncia dele; Ivete da Silveira (MDB-SC), suplente de Jorginho Mello; e Giordano (Podemos-SP), que assumiu a cadeira de Major Olímpio após a morte do senador.

Dos sete suplentes, quatro não disputarão nenhum cargo, dois concorrem a outras funções nas eleições e Carlos Portinho tenta a reeleição para o Senado.

Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo terão novas duplas

Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo terão novos titulares nas duas cadeiras que estarão em disputa em 2026. Isso significa que nenhum dos atuais ocupantes permanecerá como titular dessas duas vagas a partir de 2027.

No Paraná e no Rio Grande do Sul, os quatro senadores que atualmente ocupam as cadeiras em disputa não são candidatos. Em São Paulo, Giordano não disputará nenhum cargo, enquanto Mara Gabrilli concorre a uma vaga de deputada estadual.

Com isso, os três estados terão novos titulares nas duas cadeiras que serão renovadas nas eleições deste ano.

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