Vídeo recuperado mostra momento em que corretora é atacada por síndico em Goiás - Estado do Pará Online

Vídeo recuperado mostra momento em que corretora é atacada por síndico em Goiás

Imagens estavam no celular da vítima, encontrado após 41 dias; investigação aponta premeditação e histórico de perseguição

Um vídeo divulgado pela Polícia Civil nesta quinta-feira (19) mostra o momento em que a corretora Daiane Alves Souza, de 43 anos, é atacada pelo síndico Cléber Rosa de Oliveira, preso e confesso pelo assassinato. As imagens foram recuperadas do celular da vítima, localizado dentro de uma caixa de esgoto do prédio onde ela morava, em Caldas Novas, após permanecer 41 dias no local.

Entenda o crime:

O caso, já noticiado anteriormente pelo EPOL, teve início no dia 17 de dezembro de 2025, quando Daiane desceu ao subsolo do condomínio onde morava para verificar uma queda de energia e não foi mais vista. Durante esse momento, ela gravava vídeos para enviar a uma amiga relatando o problema. Um desses registros acabou captando o ataque, mas não chegou a ser enviado.

O celular da vítima só foi localizado em 30 de janeiro, dentro de uma caixa de esgoto do prédio. O aparelho foi encontrado durante perícia no local, após o síndico, que já estava preso, indicar à polícia onde havia escondido o telefone.

De acordo com os delegados responsáveis pelo caso, as imagens mostram Cléber aguardando a vítima com luvas nas mãos e com a caminhonete posicionada próxima ao local, o que indica planejamento prévio. A perícia concluiu que Daiane foi morta com dois tiros na cabeça e que os disparos provavelmente ocorreram fora do prédio, já que, segundo os investigadores, tiros no interior do condomínio seriam ouvidos na recepção.

Motivação

A motivação do crime, conforme as investigações, está relacionada a um histórico de conflitos entre o síndico e a corretora. Ao todo, há 12 processos envolvendo ambos na Justiça. Enquanto Daiane ainda era considerada desaparecida, Cléber foi denunciado pelo Ministério Público de Goiás por perseguição. A denúncia aponta que ele teria utilizado o cargo de síndico para criar obstáculos à rotina da vítima, monitorando-a por meio das câmeras do condomínio e submetendo-a a constrangimentos.

Cléber confessou o assassinato após ser preso. O filho dele também foi detido, suspeito de auxiliar na ocultação de provas. O caso segue na Justiça e aguarda os próximos desdobramentos processuais.

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