Arquivo de Saneamento - Página 4 de 5 - Estado do Pará Online

Os bilhões de investimentos anunciados pelos governos federal, estadual e municipal na mais charmosa capital da Amazônia não evitarão que Belém exiba para o mundo suas favelas de palafitas nos bairros periféricos, com esgoto a céu aberto, que colocam Belém entre as piores capitais brasileiras em termos de saneamento básico, como mostram os relatórios anuais do Instituto Trata Brasil.

Na noite da última terça-feira (14), a Prefeitura de Belém apresentou o ambicioso projeto do Programa de Macrodrenagem da Bacia Hidrográfica do Mata Fome (Prommaf) no Gabinete Municipal. Com um investimento total de R$ 300 milhões, a iniciativa promete trazer melhorias significativas para mais de 100 mil moradores dos bairros da Pratinha e do Tapanã, em Belém.

O Congresso debateu assuntos importantes para a população da Amazônia, ressaltando o papel do Ministério Público e a preocupação real com a universalização dos serviços do saneamento na região. Aproveitamos para apresentar as nossas experiências exitosas de Manaus, como a proteção dos vulneráveis, Tarifa Social e Tarifa 10, além de Barcarena, cidade que queremos, ter um ritmo mais intenso nos serviços de água e esgoto. Isso é qualidade de vida e saúde para o barcarenense.

A situação complicou após a chuva da última terça-feira (16), deixando o lixo à deriva na via.

O alagamento foi registrado na passagem Dom Pedro, dentro da Comunidade Boa Esperança 2, durante a manhã chuvosa da sexta-feira santa.

Das 26 capitais brasileiras, Belém só não é pior que Recife (PE) e Porto Velho (RO). No quesito "população atendida por esgoto sanitário", Belém tem a pior situação entre todas as demais capitais brasileiras. 55% dos domicílios estão em áreas favelizadas.

A agência reguladora é responsável por fiscalizar os serviços de água, esgoto e resíduos sólidos na cidade, ou seja, obras e serviços realizados pela Companhia de Saneamento do Estado do Pará (COSANPA), que tem gerado diversas críticas da população, sobretudo pela abertura de "crateras" e a falta de água em diversos bairros de Belém.

A meta é beneficiar mais de 1 milhão de pessoas.