A virada sobre o Guarani por 3 a 2, no último domingo (12), não foi encarada como acaso dentro do Paysandu. Um dos pilares da equipe, Caio Mello afirmou que o elenco já se acostumou a responder em momentos de pressão e destacou a força mental do grupo para buscar resultados adversos.
Que loucura essa torcida. É isso aí, quando tá todo mundo junto, na mesma vibração, não tem jeito. Se tiver 2 a 0, a gente vira mesmo.”
A declaração ganhou ainda mais peso porque não foi a primeira vez que o Papão reagiu após sair perdendo por dois gols nesta Série C. Ainda na quinta rodada, o Botafogo-PB abriu 2 a 0 na Curuzu, mas o Paysandu empatou antes do intervalo e construiu a vitória por 4 a 2 na etapa final.
Contra o Guarani, o roteiro foi diferente: os paraenses foram para o vestiário em desvantagem por 2 a 0 e só iniciaram a reação depois das mudanças promovidas por Júnior Rocha.
Empurrado pela torcida, o Lobo voltou mais agressivo, pressionou desde os primeiros minutos, desperdiçou um pênalti com Marcinho, mas não desistiu. Luciano Taboca diminuiu após escanteio, Ítalo deixou tudo igual aproveitando rebote do goleiro Caíque França e, já aos 44 minutos, Bruno Bispo completou a virada depois de uma cabeçada de Pedro Carrerette defendida parcialmente pelo arqueiro bugrino.
O resultado encerrou a sequência de duas derrotas consecutivas do Paysandu na Curuzu e recolocou o clube entre os primeiros colocados da Série C. Com 23 pontos, o Papão ocupa a quarta posição e vê a classificação mais próxima.
Agora, o elenco muda o foco para o confronto diante do Amazonas, marcado para o dia 26 de julho, às 20h30, no Estádio Carlos Zamith, em Manaus. O objetivo é transformar o poder de reação demonstrado diante do Guarani em regularidade para seguir firme na luta pelo acesso à Série B.
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