Bilheteria em alta, crescimento das receitas comerciais e patrimônio turbinado. O Clube do Remo divulgou o balanço financeiro de 2025 mostrando um cenário de expansão administrativa enquanto tenta consolidar o retorno ao cenário nacional. Os números revelam avanço nas arrecadações, mas também indicam aumento expressivo das despesas ligadas ao futebol profissional.
O clube fechou 2025 com R$ 82,9 milhões em receita bruta, valor quase quatro vezes maior do que o registrado em 2022. O salto foi impulsionado principalmente por bilheteria, patrocínios, sócio-torcedor e receitas ligadas ao futebol.
A maior fatia veio da operação do futebol. A receita de bilheteria saltou para R$ 28,2 milhões, enquanto marketing, publicidade e patrocínio chegaram a R$ 23,6 milhões. O programa de sócio-torcedor também teve crescimento relevante e ultrapassou os R$ 6,4 milhões no período.
Outro ponto que chama atenção no documento é o crescimento patrimonial. Após novas avaliações imobiliárias, o Remo passou a contabilizar ativos como o Baenão, Centro de Treinamento, Sede Social e Sede Náutica com valores atualizados de mercado. O total de ativos chegou a R$ 318,4 milhões.
O Baenão aparece como o principal patrimônio do clube. Sozinho, o estádio foi avaliado em mais de R$ 203 milhões, enquanto a Sede Social recebeu avaliação superior a R$ 97 milhões. Parte desses ajustes foi incorporada diretamente ao patrimônio social azulino.
Se por um lado as receitas cresceram, os gastos também dispararam. As despesas com pessoal praticamente dobraram e chegaram a R$ 29,6 milhões. Já os direitos de imagem ultrapassaram R$ 18 milhões. Os custos com jogos, contratações e operações do futebol também tiveram forte aumento em comparação ao exercício anterior.
O relatório ainda mostra que o clube renegociou parcelamentos tributários e reorganizou dívidas junto à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional. Segundo o documento, a medida ajudou a reduzir o peso das parcelas mensais e melhorar o fluxo de caixa do Remo.
Entre os pontos de atenção aparecem os compromissos ligados ao mercado do futebol. O clube fechou 2025 com mais de R$ 2,2 milhões em agenciamentos a pagar, além de aumento nas obrigações fiscais, reflexo direto da ampliação da folha salarial após reforços no elenco e expansão da estrutura administrativa.
Mesmo com o crescimento acelerado das despesas, o balanço indica que o Remo conseguiu reduzir contingências judiciais federais e manter operação positiva de caixa em boa parte dos últimos anos. Internamente, o clube tenta transformar o avanço financeiro em estabilidade esportiva e estrutural para os próximos ciclos.
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