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Rayan e Endrick aceleram renovação do Brasil na Copa do Mundo

Por Kaio Rodrigues
01/07/2026 às 17:30 • 3 min
Rayan e Endrick aceleram renovação do Brasil na Copa do Mundo

FIFA /?Divulgação

Rayan e Endrick ainda têm apenas 19 anos, mas já deixaram de ser promessas para assumir um papel importante na campanha do Brasil na Copa do Mundo. A dupla ganhou espaço ao longo do torneio, participou da classificação às oitavas de final e começou a escrever capítulos da história da Seleção ainda na primeira participação em um Mundial.

Os caminhos dos dois voltaram a se cruzar justamente no maior palco do futebol. Contra o Haiti, Rayan e Endrick dividiram o gramado e se tornaram a primeira dupla de brasileiros com menos de 20 anos a disputar uma partida de Copa do Mundo desde 1958, quando Pelé e Mazzola defenderam a Seleção na campanha do primeiro título mundial.

FIFA / Divulgação

O crescimento dos dois aconteceu por trajetórias diferentes. Rayan chegou ao torneio como uma das últimas novidades na lista de Carlo Ancelotti, impulsionado pelo bom início de temporada no futebol inglês. A oportunidade definitiva apareceu após a lesão de Raphinha, durante o duelo contra o Haiti.

A resposta foi imediata. O atacante manteve a vaga entre os titulares diante da Escócia e do Japão, sendo elogiado pela intensidade sem a bola e pela capacidade de dar amplitude ao ataque brasileiro.

“Acho que o Rayan, quando entrou no lugar do Raphinha (contra o Haiti), fez um bom jogo. Rayan tem muito potencial nesse aspecto. Temos outros jogadores que podem se adaptar ao sistema, mas se precisarmos dessa amplitude, o Rayan pode fazer esse papel”, destacou Ancelotti.

FIFA / Divulgação

Endrick viveu um processo diferente. Depois de não sair do banco na estreia, passou a ganhar minutos nas partidas seguintes até receber uma oportunidade ainda maior diante do Japão. Mesmo sem marcar, foi importante para aumentar a presença ofensiva da equipe durante a busca pela virada.

O desempenho agradou ao treinador italiano, que destacou a capacidade do jovem atacante de disputar espaço com os zagueiros e criar alternativas para o setor ofensivo.

“A gente sabe que hoje teve que colocar um pouco mais de força na área para se recuperar na partida, e o Endrick poderia nos dar essa força e presença na área. Ele fez um jogo muito bom, estava intenso e era perigoso.”

FIFA / Divulgação

Antes de dividirem o ataque da Seleção principal, os dois já conheciam bem o futebol um do outro. Em 2022, protagonizaram a decisão da Copa do Brasil Sub-17 entre Vasco e Palmeiras. Endrick marcou dois gols na ida, enquanto Rayan balançou as redes na volta, em uma final vencida pelo clube paulista no placar agregado.

Embora tenham defendido as seleções de base em diferentes categorias, os caminhos raramente coincidiram nas principais competições. Em alguns torneios, um estava presente enquanto o outro já havia sido promovido ou sequer fazia parte da convocação.

Agora, a história é diferente. Rayan e Endrick chegam às oitavas de final como representantes de uma geração que começou a assumir espaço antes do esperado. Se o presente já reserva protagonismo aos dois atacantes, o futuro da Seleção também passa pelos pés de ambos.

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