Professor titular da UFRA é condenado a 5 anos por estelionato e falsidade ideológica no Pará - Estado do Pará Online

Professor titular da UFRA é condenado a 5 anos por estelionato e falsidade ideológica no Pará

Condenação envolve fraude na regularização de terras no interior do estado; pena foi fixada em regime semiaberto e ainda cabe recurso.

Fachada da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA)
Divulgação

A Justiça do Pará condenou o engenheiro agrônomo e professor titular da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), Paulo Roberto Silva Farias, a 5 anos de reclusão pelos crimes de estelionato e falsidade ideológica. A decisão foi proferida pela Comarca de Baião.

De acordo com a sentença, o réu foi responsabilizado por fraudar a regularização de títulos de terras no município de Baião, no nordeste paraense. Segundo o Ministério Público, ele teria induzido a vítima ao erro, transferido os imóveis para o próprio nome e, posteriormente, exigido R$ 200 mil para devolver os documentos.

Sentença divulgada pela Justiça
Reprodução

Entenda o caso

Conforme os autos, a vítima pagou inicialmente R$ 50 mil para que o acusado realizasse a regularização documental das terras. No entanto, em vez de transferir os títulos para o verdadeiro comprador, o réu registrou os imóveis em seu próprio nome.

Após a transferência considerada irregular, ele teria solicitado R$ 200 mil para devolver os títulos. Testemunhas ouvidas em juízo confirmaram que as terras haviam sido negociadas com a vítima e relataram inconsistências nos registros.

A sentença também aponta a inserção de informações falsas em documentos públicos, caracterizando o crime de falsidade ideológica.

Pena definida

O juiz fixou a pena em: 2 anos e 6 meses de reclusão por estelionato; 2 anos e 6 meses de reclusão por falsidade ideológica.

Como se tratam de crimes distintos, as penas foram somadas, totalizando: 5 anos de reclusão, em regime inicial semiaberto, além de 30 dias-multa.

Após o trânsito em julgado, o nome do condenado será incluído no rol dos culpados e o Tribunal Regional Eleitoral será comunicado, o que pode implicar na suspensão de direitos políticos. A decisão ainda cabe recurso.

Leia também: