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Pressionado, Léo Condé deixa futuro no Remo nas mãos da diretoria

Treinador afirmou ter convicção do trabalho realizado à frente do Leão, mas ressaltou que cabe à diretoria avaliar a continuidade no cargo

Por Giovanna Queiroz
01/09/2026 às 09:43 • 3 min
Léo Condé

Foto: Samara Miranda / Remo

O futuro de Léo Condé no comando do Remo ficou indefinido após a derrota por 3 a 2 para o Coritiba, na noite da última segunda-feira (31), pela 25ª rodada do Brasileirão. O treinador demorou a chegar à sala de imprensa, o que logo gerou especulações sobre uma possível dispensa do cargo. 

Durante a coletiva pós-jogo, no entanto, Condé afirmou estar convicto do trabalho que tem desempenhado no clube azulino desde que chegou, em março deste ano. Apesar disso, o treinador deixou a decisão sobre a permanência à frente do Leão nas mãos da diretoria.

“Quem tem que responder é a diretoria. Eu tenho bastante convicção do que eu estou fazendo”, declarou o treinador.

Questionado sobre o momento de pressão vivido pelo clube e se o trabalho teria chegado ao limite, Condé relembrou o contexto da temporada e os desafios enfrentados desde que assumiu o time. Segundo ele, a montagem do elenco ocorreu de forma acelerada e a equipe precisou lidar com um início de competição abaixo do esperado.

“O Remo me procurou no início do ano, mas diante de tudo que aconteceu no Ceará, eu não queria assumir. Não só o Remo me procurou, como outros clubes me procuraram também. Mas depois me procurou novamente (o Remo), eu sabia que o desafio seria grande”, explicou.

O treinador também citou as mudanças no elenco e a perda de jogadores importantes no começo da temporada, além da dificuldade para estruturar uma equipe competitiva para a disputa da Série A.

“Esse ano você já perde de cara os dois principais jogadores. Foi o Caio (Vinicius) e o Pedro (Rocha). De repente, tendo que montar todo um plantel, contratou inúmeros jogadores”, analisou.

Condé ainda contestou a avaliação de que o Remo tenha adotado uma postura excessivamente reativa durante a temporada. Para o técnico, a equipe mostrou capacidade de competir de forma equilibrada em diferentes partidas e, diante do Coritiba, a proposta foi justamente pressionar o adversário e buscar o resultado positivo dentro de casa.

“Eu discordo de que a equipe seja totalmente reativa. Não é. Contra o Vitória não foi, contra o São Paulo, a gente jogou de igual para igual. Às vezes jogando fora, não é que a gente quer ser, é que o adversário te joga para a linha de defesa e não consegue sair”, argumentou.

Apesar do revés, Condé destacou a preparação realizada junto ao elenco do Remo e afirmou que o trabalho busca explorar a máxima produtividade do plantel azulino.

“Eu tenho certeza, convicção, do que a gente está fazendo no dia a dia, tentando extrair o melhor de cada um”, concluiu.

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