O prefeito de Acará, Pedrinho da Balsa (MDB), foi hostilizado e impedido de entrar no ginásio municipal de Bujaru onde seria realizada, na tarde desta sexta-feira (20), a audiência pública para discutir a instalação de aterros sanitários nos municípios de Bujaru e Acará, no nordeste do Pará. Manifestantes que ocupavam o local acusaram o gestor de traição.
Por volta das 15h, os manifestantes realizaram uma caminhada partindo da Câmara Municipal em direção ao ginásio, local onde ocorreria a audiência. No entanto, ao chegar ao local, o grupo foi impedido de entrar, gerando tensão e confronto com as forças de segurança presentes.
O prefeito de Acará, Pedrinho da Balsa (MDB), foi hostilizado e impedido de entrar no ginásio municipal de Bujaru onde seria realizada, na tarde desta sexta-feira (20), a audiência pública para discutir a instalação de aterros sanitários nos municípios de Bujaru e Acará. pic.twitter.com/o40dsdTbGC
— Portal Estado do Pará Online (@Estadopaonline) February 20, 2026
A audiência pública foi convocada para debater a instalação de uma Central de Tratamento de Resíduos (CTR) pela empresa Ciclus Amazônia S.A. O empreendimento está projetado para ser instalado no imóvel rural conhecido como “Casinha”, com aproximadamente 375 hectares, localizado às margens da rodovia PA-483, a Alça Viária, que conecta municípios da Região Metropolitana de Belém.
Embora situado entre os territórios de Acará e Bujaru, o impacto da CTR, ao qual as comunidades se referem como “lixão”, extrapola os limites municipais. Isso porque a obra prevê o recebimento, tratamento e destinação final de rejeitos das cidades de Belém, Ananindeua, Marituba, Benevides e Barcarena, além dos próprios Acará e Bujaru.
Esses rejeitos abrangem resíduos sólidos urbanos, industriais, de serviços de saúde e da construção civil. Além do grande volume de lixo, a abrangência da obra aumenta o fluxo de veículos na rodovia e os riscos ambientais associados ao empreendimento.
Para as comunidades afetadas, a Central de Tratamento de Resíduos Sólidos se trata de um “lixão”, com riscos de impactos socioambientais, além do projeto ser marcado por irregularidades no processo de licenciamento ambiental conduzido pelo governo estadual.
O empreendimento da empresa Ciclus Amazônia S.A. deve substituir o aterro de Marituba, que tem prazo para ser encerrado em 2027.
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