Um policial rodoviário federal foi preso em Marabá, no sudeste do Pará, suspeito de participar de um esquema de fraude no concurso da Polícia Militar do Tocantins. Segundo as investigações, ele teria recebido cerca de R$ 50 mil para realizar a prova no lugar de um candidato.
A prisão ocorreu durante a Operação Última Etapa, deflagrada na última quarta-feira (18), com ações simultâneas nos estados do Pará, Pernambuco, Paraíba e Goiás. Ao todo, oito pessoas foram presas e nove mandados de busca e apreensão foram cumpridos por determinação da 1ª Vara Regional das Garantias da Comarca de Palmas (TO).
Um policial rodoviário federal foi preso em Marabá, no sudeste do Pará, suspeito de participar de um esquema de fraude no concurso da Polícia Militar do Tocantins. Segundo as investigações, ele teria recebido cerca de R$ 50 mil para realizar a prova no lugar de um candidato. pic.twitter.com/ACRXqh0mFR
— Portal Estado do Pará Online (@Estadopaonline) March 20, 2026
De acordo com a Polícia Civil do Tocantins, o esquema atuava na primeira fase do concurso, realizada em 15 de junho de 2025. A fraude consistia na contratação de “pilotos”, pessoas que faziam as provas no lugar dos candidatos inscritos. Pelo menos cinco candidatos são suspeitos de pagar pelo serviço, com valores que chegavam a R$ 50 mil.
As irregularidades foram identificadas após análise de impressões digitais e assinaturas dos participantes, que não correspondiam aos registros apresentados em etapas posteriores do certame.
Investigados e atuação do grupo
Entre os investigados estão, além do policial rodoviário federal, um agente socioeducativo do Distrito Federal e um ex-policial militar da Paraíba, que já havia sido desligado da corporação por envolvimento em outros crimes. Os nomes dos suspeitos não foram divulgados.
A Polícia Militar do Tocantins informou que os indícios de fraude foram inicialmente detectados pela Comissão Organizadora do concurso, que repassou as informações às autoridades para investigação. A corporação ressaltou que as suspeitas dizem respeito a condutas individuais e não comprometem a lisura geral do processo seletivo.
Já a Fundação Getulio Vargas (FGV), responsável pela organização do concurso, afirmou que está colaborando com as investigações e reforçou o compromisso com a transparência e a integridade do certame.
A Polícia Rodoviária Federal no Pará informou que prestou apoio operacional à ação e acompanha o caso. A corporação destacou que colabora com os órgãos responsáveis pela apuração dos fatos.
O caso segue sob investigação.
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