Pedro Henrique sai por mais de R$ 3 mi, mas Paysandu perde lucro futuro - Estado do Pará Online

Pedro Henrique sai por mais de R$ 3 mi, mas Paysandu perde lucro futuro

Negócio histórico garante dinheiro imediato, mas levanta debate sobre estratégia do clube

Pedro Henrique sai por mais de R$ 3 mi, mas Paysandu perde lucro futuro
Andrey Siqueira

A venda de Pedro Henrique ao Flamengo vai garantir ao Paysandu a maior negociação da história do clube: R$ 3,4 milhões, valor integral da multa rescisória. O montante entra à vista nos cofres bicolores, mas a operação tem um detalhe estratégico importante e é ruim para o Papão, que não manteve nenhum percentual dos direitos econômicos do volante.

Isso significa que, se o atleta for negociado futuramente por cifras superiores, o Lobo não terá participação direta na venda. O Fla adquiriu 100% dos direitos do jogador, conforme apuração do Estado do Pará Online (EPOL), encerrando qualquer possibilidade de lucro esportivo em uma próxima transferência.

A única compensação possível, em caso de venda internacional futura, será por meio do mecanismo de solidariedade da FIFA. O instrumento prevê que até 5% do valor de uma transferência internacional seja dividido entre os clubes que participaram da formação do atleta entre os 12 e 23 anos.

Andrey Siqueira

No cenário nacional, a Lei Pelé também assegura percentual ao clube formador, com até 5% do valor da negociação, dividido proporcionalmente entre os anos de formação dos 14 aos 19 anos. No entanto, esse percentual não substitui a fatia de direitos econômicos que poderia ter sido mantida em contrato.

Como Pedro Henrique foi formado nas categorias de base do Paysandu, o clube terá direito aos valores proporcionais previstos na legislação caso ele seja negociado futuramente, especialmente em uma transferência internacional. Ainda assim, trata-se de um retorno bem menor do que seria obtido com a manutenção de parte do passe.

Na prática, o Paysandu, que passar por uma reestruturação e problemas no cofres, garante um reforço financeiro imediato e relevante. Por outro lado, abre mão de uma possível valorização futura de um atleta de 18 anos, titular da equipe profissional na temporada e com mercado promissor.

O negócio equilibra urgência de caixa e projeção esportiva. Enquanto os R$ 3,4 milhões representam alívio no presente, o tempo dirá se a ausência de percentual em revenda custará caro no futuro.

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